
O advogado criminalista Júnior Feitoza, afirmou, nesta segunda-feira, 20, que a decisão de colocar o nome como pré-candidato ao Senado surgiu a partir da leitura que faz do atual momento político e jurídico do país.
A declaração foi dada durante participação no podcast Um Dedin de Prosa, do Portal Acre. No início de abril, Feitoza já havia anunciado publicamente a pré-candidatura ao Senado pelo Democracia Cristã (DC), com apoio à pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre.
Durante a entrevista, Feitoza disse que aceitou entrar na disputa por entender que o Senado tem papel central no equilíbrio entre os Poderes e na análise de condutas de autoridades da República.
“Surge no meu coração o desejo de ser pré-candidato ao Senado Federal pelo atual momento que o Brasil vive”, afirmou. Segundo o advogado, a função do senador vai além da discussão de orçamento e emendas parlamentares, alcançando também atribuições ligadas ao julgamento de crimes de responsabilidade.

“O artigo 52, inciso 2, vai dizer que compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar o Presidente da República, os Ministros de Estado, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República nos crimes de responsabilidade […] O senador tem a função de juiz maior da nação”, disse.
Entre os temas que disse considerar prioritários, o advogado citou a defesa de um hospital de referência para a região de Tarauacá, Feijó e Jordão, além da manutenção permanente da BR-364. Segundo Feitoza, a rodovia deve ser tratada como pauta permanente de todos os representantes federais do Acre.
Ao comentar a disputa eleitoral, Feitoza disse que a definição sobre o segundo voto ao Senado ainda será construída dentro do partido e de forma coletiva.
“Nesse momento, a gente ainda não fechou essa questão. E vamos fechar em conjunto, porque eu entendo que uma candidatura majoritária se faz em conjunto”, finalizou.








