Rio Branco, 6 de maio de 2026.

Banners-Acre_TARIFA-SOCIAL_1200x250

Governo do Acre discute impactos de eventos climáticos em territórios indígenas

O governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), realizou, nesta terça-feira, 5, em Rio Branco, uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por discutir os impactos de eventos climáticos extremos em territórios indígenas e também em áreas urbanas do estado. O encontro reuniu, de forma presencial e virtual, gestores e técnicos de diferentes instituições envolvidas na iniciativa.

Grupo de Trabalho foi criado para discutir atuação do Estado e instituições  sobre os impactos das mudanças climáticas. Foto: Danna Anute/Sepi

Criado pela Portaria nº 43/2024, o GT tem como objetivo articular ações voltadas ao enfrentamento e à adaptação às mudanças climáticas, com foco especial na segurança alimentar, nos recursos hídricos e na proteção dos territórios indígenas. O grupo integra estratégias do Plano de Resiliência frente a alagações e busca respostas coordenadas diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos na Amazônia.

Diante do cenário recente, marcado por enchentes severas, a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou a necessidade de fortalecer a atuação conjunta e integrada entre os órgãos envolvidos.

“Entre os principais pontos da pauta estão os informes das construções de poços e cacimbas em territórios indígenas e os impactos da cheia repentina que atingiu o rio Gregório, afetando a Terra Indígena Yawanawa do rio Gregório. O fenômeno atingiu 18 aldeias, provocando alagamentos e prejuízos significativos nos territórios. Diante desse cenário, o fortalecimento do Grupo de Trabalho é essencial para consolidar estratégias integradas de resposta e mitigação, especialmente frente à intensificação dos eventos climáticos extremos na Amazônia”, afirmou.

As enchentes mencionadas afetaram diretamente os povos Yawanawa e Noke Koî, no município de Tarauacá, além do povo Apolima Arara, em Marechal Thaumaturgo, entre outras populações da região, evidenciando a urgência de medidas estruturadas e contínuas.

O titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), João Paulo Silva, ressaltou a importância de realizar essas ações de forma ágil, bem como da escuta aos povos indígenas e do trabalho integrado.

“Reforço que não podemos abrir frentes de serviço nem tomar decisões sem ouvir quem vive e conhece a realidade no território. Cada território tem suas peculiaridades, que precisam ser respeitadas em cada ação planejada. Por isso, defendo que nosso trabalho seja pautado pela escuta qualificada e pela construção articulada, respeitando as realidades locais”, ressaltou.

A reunião contou com a participação de membros do GT, que é composto por órgãos estaduais, federais e organizações da sociedade civil, como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), a Defesa Civil do Estado do Acre, além de secretarias estaduais de Saúde, Meio Ambiente, Agricultura, Planejamento e Assistência Social, e da Companhia de Habitação do Acre (Cohab).

A secretária adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Renata Souza, destacou a importância da reunião do grupo de trabalho voltada à mitigação dos eventos climáticos extremos em territórios indígenas e reforçou o compromisso do Estado com a proteção ambiental e com os povos originários.

“Essa reunião é um passo fundamental para fortalecer a atuação integrada entre governo, instituições e comunidades indígenas, permitindo a construção de estratégias eficazes de prevenção, adaptação e resposta aos eventos climáticos extremos. Precisamos unir conhecimento técnico e saber tradicional para garantir mais segurança, resiliência e proteção aos territórios indígenas diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas”, afirmou.

O fortalecimento do Grupo de Trabalho é fundamental para garantir respostas mais eficazes e sensíveis às realidades locais diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, especialmente em territórios indígenas, que estão entre os mais vulneráveis aos efeitos desses eventos extremos.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

Compartilhe em suas redes

» Mais Lidas

1
Tião Bocalom destaca importância da liberdade de imprensa durante...
2
Representantes da classe política prestigiam inauguração e destac...
3
Boa notícia
Parceria amplia oferta de exames a crianças no Acre
4
Empreendedores podem participar de feiras em Rio Branco; Saiba co...
5
Pedro Pascoal diz que greve dos médicos coloca vidas em risco
PMRB Tenis

» Notícias Relacionadas

1250×250px Localização privilegiada