
O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expansão dos rendimentos no País, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. 8.
Em comparação com o período pré-pandemia, o avanço é ainda mais expressivo: o rendimento médio de todas as fontes, que abrange os rendimentos provenientes tanto do trabalho quanto de outras fontes, ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012. Após as perdas verificadas durante a pandemia de COVID-19, especialmente em 2020 e 2021, a recuperação iniciada em 2022 se manteve de forma consistente até 2025.
Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143,0 milhões de pessoas. Esse percentual é superior ao observado em 2024 e representa o maior nível da série histórica da pesquisa.
Regionalmente, a Região Sul manteve a maior proporção de pessoas com rendimento (70,9%), enquanto Norte (60,6%) e Nordeste (64,4%) apresentaram os menores percentuais, apesar dos avanços registrados nos últimos anos.
O rendimento proveniente do trabalho continuou sendo a principal fonte de renda da população brasileira. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento habitual do trabalho, o que representa uma variação positiva em relação a 2024, enquanto 27,1% recebiam rendimentos de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais do governo, oscilando frente ao ano anterior. O crescimento da população com rendimento do trabalho manteve a tendência observada desde 2021, ainda que em ritmo mais moderado do que nos anos imediatamente anteriores.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior, atingindo também o maior valor da série histórica. Em relação a 2019, o crescimento acumulado foi de 11,1%.
Assim como observado no rendimento de todas as fontes, as Regiões Nordeste (R$ 2.475) e Norte (R$ 2.777) registraram os menores valores para o rendimento habitual do trabalho, ao passo que as Regiões Centro-Oeste (R$ 4.133), Sul (R$ 4.026) e Sudeste (R$ 3.958), os maiores. Em relação ao ano de 2024, foi registrada elevação do rendimento habitual do trabalho em todas as Grandes Regiões, com destaque para as Regiões Centro-Oeste (9,5%) e Norte (8,1%).
Na comparação com 2019, as maiores expansões também foram observadas nessas duas Regões, com crescimento de 19,5% na Centro-Oeste e de 19,8% na Norte. A Região Sudeste (7,2%), por outro lado, apresentou a menor variação do rendimento médio do trabalho no período.
A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019. Com o resultado do último ano, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do rendimento médio do trabalho, além da expansão da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de pessoas.
No que se refere às outras fontes de rendimento, aposentadorias e pensões seguiram como a principal categoria, alcançando 13,8% da população residente. Em 2025, 9,1% da população recebia rendimentos de programas sociais do governo, percentual que se manteve relativamente estável em relação a 2024, mas em patamar superior ao período anterior à pandemia. As Regiões Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) tinham os maiores percentuais de pessoas com rendimentos de programas sociais.
Dentre todas as categorias que compõem o rendimento de outras fontes, o item aposentadoria e pensão manteve-se como o de maior valor médio em 2025 (R$ 2 697), permanecendo próximo dos valores registrados em 2024 e 2019. O valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870 em 2025, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). Em relação a 2019 (R$ 508), o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3% no País.
Com informações da Agência de Notícias do IBGE








