Rio Branco, 15 de maio de 2026.

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Após tragédia do São José, adolescente de 13 anos é apreendido pela PM após ameaçar matar professora em escola do Tucumã

Adolescente foi levado à Delegacia de Flagrantes após ameaças – Foto cedida

Uma ocorrência envolvendo ameaças dentro de uma escola pública mobilizou a Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (14), no Conjunto Tucumã, em Rio Branco. Um estudante de 13 anos foi apreendido após ser acusado de intimidar uma professora e fazer declarações sobre um possível atentado na unidade de ensino.

Segundo informações apuradas pela polícia, a direção escolar tomou conhecimento da situação depois que uma aluna procurou a coordenação para relatar que o adolescente vinha comentando sobre matar pessoas dentro da escola e utilizar explosivos no local. As falas provocaram preocupação imediata entre servidores e estudantes da instituição.

Com a denúncia, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender a ocorrência. O Conselho Tutelar também foi informado sobre o caso, mas, conforme consta no registro policial, a orientação foi para que o menor fosse encaminhado diretamente à Delegacia de Flagrantes (Defla), devido à gravidade dos fatos relatados.

Durante a intervenção policial, o adolescente confirmou ter ameaçado a professora após um desentendimento ocorrido em sala de aula. Ele admitiu ter dito que mataria a docente, porém apresentou contradições ao ser questionado sobre as declarações relacionadas a um possível ataque na escola.

De acordo com o depoimento de uma estudante de 12 anos, que presenciou parte da situação, a confusão começou quando a professora pediu várias vezes para que o aluno voltasse ao lugar. Conforme o relato, o adolescente reagiu de forma agressiva, passou a ofender a educadora e fez ameaças diante dos demais colegas.

A testemunha informou ainda que o estudante afirmou possuir ligação com integrantes de facção criminosa e que poderia chamar outras pessoas para agir dentro da unidade escolar. Segundo ela, o adolescente também comentou sobre jogar uma bomba no colégio e atingir alunos.

A professora relatou à polícia que o estudante ficou alterado depois de ser advertido em sala de aula e passou a desacatar suas orientações. Ela confirmou ter sido alvo de ameaças verbais e xingamentos durante o episódio.

Bilhetes trocados entre estudantes durante a aula foram recolhidos pela equipe policial e anexados ao procedimento como parte do material que será analisado durante a investigação.

Os policiais tentaram contato com os responsáveis pelo adolescente, mas a mãe dele não foi localizada até o encerramento da ocorrência. A responsável pela aluna que testemunhou os fatos compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.

Após os procedimentos iniciais, o adolescente foi apresentado na Defla. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.

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