Rio Branco, 27 de setembro de 2026.

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Estado mobiliza gabinete de crise para enfrentar possível seca extrema em 2026

Integrantes do Gabinete de Crise Hídrica se reuniram para alinhar ações de prevenção – Foto Dhárcules Pinheiro/Secom

Diante da previsão de um possível fenômeno El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026, o governo do Acre reuniu, nesta quarta-feira (20), integrantes do Gabinete de Crise Hídrica para alinhar ações preventivas e minimizar impactos sociais, ambientais e econômicos no estado.

Segundo relatórios técnicos apresentados durante a reunião, há até 92% de probabilidade de configuração do El Niño entre julho e agosto de 2026, com possibilidade de permanência até o início de 2027. O encontro ocorreu na Casa Civil e contou com representantes de diversas secretarias e órgãos estaduais.

De acordo com o coordenador da Casa Civil, Ítalo Medeiros, o objetivo é garantir que toda a estrutura governamental esteja preparada antes do agravamento do cenário climático.

“Estamos definindo providências administrativas, de comunicação, fiscalização e monitoramento para reduzir os impactos da seca na vida da população”, afirmou.

O plano de contingência foi dividido em oito eixos prioritários, entre eles saúde pública, logística, assistência humanitária, combate a incêndios, abastecimento e monitoramento ambiental. Cada órgão deverá elaborar e executar medidas preventivas específicas dentro de sua área de atuação.

O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, destacou que os efeitos da estiagem tendem a se intensificar entre agosto e outubro. Segundo ele, o foco é fortalecer ações preventivas e estruturar respostas rápidas para enfrentar possíveis consequências, como queimadas, desabastecimento de água, dificuldades no transporte, perdas agrícolas e impactos em comunidades indígenas.

As informações climáticas são monitoradas pelo Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), ligado à Secretaria de Meio Ambiente (Sema). A secretária adjunta da pasta, Renata Souza, explicou que os dados são atualizados constantemente com base em relatórios nacionais e internacionais para acompanhar a evolução do fenômeno.

Entre os principais alertas apontados pelo relatório estão o aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial e alterações no Atlântico Tropical, fatores que influenciam diretamente o regime de chuvas na Amazônia e no Acre.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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