
O ex-governador e pré-candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Jorge Viana, comentou nesta quarta-feira, 20, durante entrevista ao podcast Um Dedin de Prosa, do Portal Acre, a condenação do ex-governador Gladson Camelí (PP) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ao falar sobre o caso, Viana afirmou lamentar a situação enfrentada por Camelí e disse que se preparava para disputar as eleições contra o ex-governador.
“Eu acho muito grave o momento que o governador Gladson está passando. Muito grave”, declarou.
Relembre o caso
Gladson Camelí foi condenado com a maior pena já aplicada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
A Corte Especial também determinou o pagamento de uma multa e de indenização ao estado do Acre no valor de mais de R$ 11,7 milhões. A acusação apontou Gladson Camelí como líder de uma organização criminosa composta por núcleos familiares, políticos e empresariais. Em análise, estima-se que os crimes tenham provocado prejuízo superior a R$ 16 milhões para os cofres públicos.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o ex-governador Gladson Camelí afirmou que estava se “defendendo com muita confiança e tranquilidade” e que iria recorrer à decisão do STJ.
O que disse Jorge Viana
Durante a entrevista, Viana destacou que o processo teve início ainda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e rebateu narrativas que associam a investigação a adversários políticos.
“Tem gente que ainda fica dizendo que isso pode ser coisa do PT, do Jorge Viana. Quando começou o processo contra o Gladson? Começou em 2021. Quem era o presidente da República? Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.
O pré-candidato também citou que a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e demais órgãos envolvidos na investigação estavam sob comando do governo federal da época.
“Foi nesse período que houve o processo contra o Gladson, no governo Bolsonaro”, disse.
Jorge afirmou ainda que a condenação muda o cenário político para a disputa ao Senado em 2026.
“Claro que isso o torna inelegível, não tem saída. Qualquer pessoa que conhece o básico do direito sabe disso”, declarou.
Apesar disso, o ex-governador reconheceu que Gladson seria um dos favoritos caso pudesse disputar as eleições.
“Se ele tivesse conseguido ser candidato, obviamente que era um favorito”, comentou.
Durante a conversa, Jorge Viana disse que pretende conduzir sua pré-campanha sem foco em polarização ideológica.
“A minha ideologia, o meu partido, nesse caso, é o Acre”, afirmou.








