Rio Branco, 21 de maio de 2026.

Aleac não se omita

“É uma situação muito grave”, diz Jorge Viana ao comentar condenação de Gladson Camelí

Declarações foram dadas durante entrevista do podcast do Portal Acre – Foto Lucas Dourado

O ex-governador e pré-candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Jorge Viana, comentou nesta quarta-feira, 20, durante entrevista ao podcast Um Dedin de Prosa, do Portal Acre, a condenação do ex-governador Gladson Camelí (PP) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao falar sobre o caso, Viana afirmou lamentar a situação enfrentada por Camelí e disse que se preparava para disputar as eleições contra o ex-governador.

“Eu acho muito grave o momento que o governador Gladson está passando. Muito grave”, declarou.

Relembre o caso

Gladson Camelí foi condenado com a maior pena já aplicada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.

A Corte Especial também determinou o pagamento de uma multa e de indenização ao estado do Acre no valor de mais de R$ 11,7 milhões. A acusação apontou Gladson Camelí como líder de uma organização criminosa composta por núcleos familiares, políticos e empresariais. Em análise, estima-se que os crimes tenham provocado prejuízo superior a R$ 16 milhões para os cofres públicos.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o ex-governador Gladson Camelí afirmou que estava se “defendendo com muita confiança e tranquilidade” e que iria recorrer à decisão do STJ.

O que disse Jorge Viana

Durante a entrevista, Viana destacou que o processo teve início ainda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e rebateu narrativas que associam a investigação a adversários políticos.

“Tem gente que ainda fica dizendo que isso pode ser coisa do PT, do Jorge Viana. Quando começou o processo contra o Gladson? Começou em 2021. Quem era o presidente da República? Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

O pré-candidato também citou que a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e demais órgãos envolvidos na investigação estavam sob comando do governo federal da época.

“Foi nesse período que houve o processo contra o Gladson, no governo Bolsonaro”, disse.

Jorge afirmou ainda que a condenação muda o cenário político para a disputa ao Senado em 2026.

“Claro que isso o torna inelegível, não tem saída. Qualquer pessoa que conhece o básico do direito sabe disso”, declarou.

Apesar disso, o ex-governador reconheceu que Gladson seria um dos favoritos caso pudesse disputar as eleições.

“Se ele tivesse conseguido ser candidato, obviamente que era um favorito”, comentou.

Durante a conversa, Jorge Viana disse que pretende conduzir sua pré-campanha sem foco em polarização ideológica.

“A minha ideologia, o meu partido, nesse caso, é o Acre”, afirmou.

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