
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta semana, mostram o percentual de subnotificação e sub-registros de nascidos vivos mais recente (2024). A subnotificação são os nascimentos que não são informados ao sistema de saúde, especialmente ao SINASC (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos).
Apesar do dado positivo no cenário nacional, com porcentagem abaixo de 1%, no ranking dos estados, o Acre aparece como segundo colocado no maior número de subnotificações (1,20%) no país, atrás apenas de Roraima (2,73%).
Entenda o índice
Em 2015, o IBGE iniciou a série de contagem de indicadores de subnotificação e sub-registro de nascidos vivos. Os dados de subnotificação e sub-registro são indicadores que apontam falhas na contagem de nascidos.
O primeiro é uma falha em informar o nascimento da criança no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) do Ministério da Saúde, e pode acontecer quando o dado não é repassado pela maternidade ou hospital para as secretarias de Saúde. Na prática, isso impede o planejamento de políticas públicas, como campanhas de vacinação, por exemplo.
O sub-registro diz respeito a quando a criança não é registrada no cartório, ou seja, não possui certidão de nascimento. Isso impede que a criança exerça a cidadania, sem garantia de direitos básicos e sem contabilização no IBGE.
Cenário no Acre
Em números absolutos, o total estimado de nascidos vivos no Acre em 2024 foi de 13.290. Na média nacional, esse número é de mais de 2,3 milhões. Para os dados de sub-registro, o estado fica com percentual acima da média nacional, sendo 0,95% no Brasil e 2,71% para o Acre. Já na subnotificação, o cenário nacional é de 0,39%, enquanto para o Acre, 1,20%.
No ranking de sub-registro por estados, o Acre ocupa a 7° posição, atrás de estados como Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,39%), Piauí (3,98%), Sergipe (3,09%) e Pará (2,80%). Entre as menores porcentagens estão Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%) e São Paulo (0,15%).
Para as subnotificações, o Acre fica na 2° posição, atrás apenas de Roraima (2,73%). Entre os estados com as menores porcentagens para esse índice estão Distrito Federal (0,05%), Rio Grande do Sul (0,07%) e Santa Catarina (0,12%).








