
Por Assurbanípal Barbary de Mesquita
Não é simples produzir no Acre. Quem decide investir na indústria acreana assume diariamente um compromisso que vai muito além do próprio negócio.
Assume o compromisso de gerar empregos, movimentar a economia, criar oportunidades, impulsionar inovação e acreditar no potencial de desenvolvimento do estado.
O empresário industrial acreano convive com desafios que exigem coragem, planejamento e persistência. O primeiro deles começa ainda antes da produção: a matéria-prima. Grande parte dos segmentos industriais depende de insumos vindos de outras regiões do país, especialmente Sul e Sudeste, o que aumenta custos logísticos, eleva despesas com frete e exige maior capacidade de gestão financeira.
Produzir no Acre também exige enfrentar desafios relacionados à burocracia, licenciamento, exigências regulatórias, formação de mão de obra especializada e um mercado consumidor local relativamente pequeno.
Diferentemente de outros setores, a indústria precisa gerenciar simultaneamente matéria-prima, processamento, qualidade, tecnologia, tributação, normas regulatórias e comercialização.
Ainda assim, o empresário industrial acreano segue investindo, acreditando e produzindo.
E faz isso porque entende que a indústria possui um papel estratégico para o desenvolvimento econômico. Estudos apontam que, para cada R$ 1 produzido pela indústria, são gerados aproximadamente R$ 2,43 adicionais na economia, efeito multiplicador superior ao observado em outros setores econômicos. Isso significa mais empregos, mais circulação de renda, mais arrecadação e mais desenvolvimento.
Mas a indústria não impulsiona apenas números econômicos. Ela estimula inovação, tecnologia, qualificação profissional e modernização produtiva. Cada nova indústria implantada, cada novo processo produtivo modernizado e cada investimento realizado ajudam a construir um ambiente mais preparado para o futuro.
O Acre, apesar dos desafios históricos, começa a viver uma nova realidade. Sua posição geográfica estratégica abre oportunidades inéditas de integração econômica com Peru, Bolívia, países andinos e regiões vizinhas do Brasil. O estado deixa gradualmente de ser visto apenas pela distância dos grandes centros nacionais e passa a ocupar posição importante na conexão entre mercados.
Somam-se a isso incentivos fiscais, estrutura para instalação industrial, áreas disponíveis para novos empreendimentos, políticas públicas de estímulo e um ecossistema institucional cada vez mais integrado.
Mas nenhum incentivo, nenhuma política pública e nenhuma estratégia de desenvolvimento produzem resultados sozinhos.
Existe um protagonista central nesse processo.
O empresário industrial.
É ele quem investe.
É ele quem assume riscos.
É ele quem gera empregos.
É ele quem enfrenta desafios diários e continua acreditando no potencial do Acre.
Produzir na Amazônia exige coragem. Produzir indústria no Acre exige ainda mais.
Por isso, valorizar o empresário industrial acreano é valorizar o desenvolvimento econômico, a inovação, a geração de oportunidades e o futuro do estado.
O Acre tem indústria.
O Acre produz.
E por trás de cada indústria existe um verdadeiro impulsionador do desenvolvimento: o empresário industrial acreano.
Por Assurbanípal Barbary de Mesquita
Ex-Secretário de Estado de indústria, Ciência e tecnologia e membro do Forum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre.








