
O deputado estadual Arlenison Cunha (PL) apresentou na Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) um Projeto de Lei para batizar a recém-criada instituição de ensino superior tecnológica do estado como Faculdade Estadual do Acre Dr. Enéas Ferreira Carneiro. Mais do que uma simples denominação, a iniciativa do parlamentar representa um reconhecimento merecido e a correção de uma lacuna histórica com um dos filhos mais ilustres da terra, cuja genialidade na ciência e firmeza na política nacional nasceram em Rio Branco.
Nascido na capital acreana em 1938, Enéas Carneiro superou a pobreza extrema e a perda do pai na infância através dos estudos. Ele se tornou médico cardiologista, físico, matemático e professor, alcançando prestígio internacional na medicina com sua obra de referência O Eletrocardiograma.
O acreano foi candidato à presidência da República por três vezes. Em 2002, candidatou-se a deputado federal por São Paulo, obtendo a maior votação da história brasileira para aquele cargo: cerca de 1,57 milhão de votos, recorde que permanecia não superado até 2018, quando Eduardo Bolsonaro obteve 1,8 milhão de votos.
Enéas Carneiro morreu em 2007, vítima de leucemia mieloide aguda
Para o deputado Arlenison Cunha, fazer essa homenagem no solo natal de Enéas é um ato de justiça que servirá de exemplo para as próximas gerações:
“Dr. Enéas personifica o rigor intelectual e a busca pelo conhecimento. Trazer o nome dele para esta faculdade é corrigir um esquecimento histórico e dar aos nossos jovens um espelho real de que a educação pública e o esforço podem vencer qualquer barreira socioeconômica”, afirmou o parlamentar.
Tecnologia com identidade acreana
A escolha do patrono casa perfeitamente com a proposta pedagógica da nova instituição. Em toda a sua trajetória pública, Enéas Carneiro foi um defensor incansável do desenvolvimento tecnológico, da independência científica e da soberania nacional.

Ao batizar a nova Faculdade Tecnológica com o nome do cientista e político acreano, o projeto de lei resgata a memória coletiva do estado e valoriza a identidade local perante o país. A proposta agora segue para tramitação e análise das comissões da ALEAC antes de ser votada em plenário pelos deputados estaduais.








