Rio Branco, 9 de junho de 2026.

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Deracre e Construtora Cidade realizam vistoria técnica no local do desabamento da ponte Frei Paolino em Sena Madureira

Deracre e a Construtora responsável pela construção da ponte Frei Paolino Baldassari, realizaram vistoria nesta terça-feira – Foto cedida

Deracre e a Construtora Cidade, empresa responsável pela construção da ponte Frei Paolino Baldassari, realizaram vistoria nesta terça-feira, 9, no local do colapso, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira. A ação contou com a presença de especialistas em estruturas e geologia e teve como objetivo levantar os primeiros dados sobre as causas do desabamento.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, acompanhou a vistoria e afirmou que os escombros da ponte não podem permanecer no local. Segundo ela, uma reunião foi prevista para o mesmo dia para definir como e quando a retirada será executada.

Sobre a erosão identificada nas margens do rio, relatada por moradores, Sula disse que um estudo técnico será realizado antes de qualquer conclusão.

“Primeiro nós vamos fazer o estudo para saber de onde está vindo o desabamento. Mas tudo isso a gente não pode responder assim com rapidez e ‘no olho’. Tem que haver um estudo para a gente saber como aconteceu esse desabamento, se foi devido à ponte ter caído, se foi devido o rio ter enchido, que com certeza é mais provável. Tudo isso será estudado com técnicos competentes, com a nossa equipe técnica e com a equipe técnica da empresa que vai estar presente”, afirmou.

Sula também descartou, por ora, qualquer indicação sobre a necessidade de remoção de casas nas margens do Rio Iaco.

“Nós não fizemos vistorias ainda. Nós trouxemos a equipe técnica, tudo que a gente fez aqui foi a olho nu, então ainda não tem uma vistoria, ainda não tem um laudo que a gente possa dizer que essas casas vão ser retiradas. Assim que tiver, a gente comunica”, disse.

A presidente acompanhou as equipes no segundo distrito de Sena Madureira, no bairro Niterói, onde técnicos da Construtora Cidade, engenheiros e geólogos fizeram o reconhecimento visual do terreno. Um levantamento técnico formal será realizado na sequência para subsidiar o laudo sobre as causas do colapso.

O sócio-proprietário da Construtora Cidade, Raul Santos, apontou o movimento de massa de terra como causa mais provável do colapso. Segundo ele, todos os indícios apontam para esse fenômeno, identificado pela fratura e rachadura na barranca do rio.

“Todos os indícios levam a isso. A barranca do rio está bastante fraturada, com bastante rachaduras, houve um movimento de terra bastante grande. Assim que nós tivermos uma conclusão, nós vamos fazer uma nota oficial à imprensa para comunicar o resultado disso tudo”, disse.

Com informações Agência de Notícias do Acre

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