Rio Branco, 11 de junho de 2026.

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Após mais de 8 horas de manifestação, moradores do Segundo Distrito desobstruem BR-364 após intervenção do Ministério Público

Liberação aconteceu após chegada de documento do MPAC – Foto Henrique Nery

Após cerca de oito horas e meia de manifestação, moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira decidiram encerrar, na tarde desta quinta-feira (11), o bloqueio realizado na BR-364, nas proximidades do acesso ao bairro. O protesto teve início por volta das 7h30 da manhã e foi encerrado por volta das 16h.

A desobstrução da rodovia ocorreu após os manifestantes serem informados sobre uma notificação expedida pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que estabeleceu prazo de cinco dias para que o Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), e a Prefeitura de Sena Madureira apresentem respostas e providências relacionadas às reivindicações da comunidade.

A informação foi repassada aos manifestantes durante as negociações conduzidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que acompanhou o protesto ao longo do dia e atuou para garantir tanto o direito à manifestação quanto a livre circulação de pessoas e veículos.

Os moradores reivindicam medidas emergenciais após o desabamento da ponte sobre o Rio Caeté, ocorrido no último fim de semana. Entre as principais demandas estão melhorias na estrutura dos portos utilizados para a travessia por catraias, reforço na iluminação pública da região e a adoção de medidas que garantam mais segurança e acessibilidade para os moradores do Segundo Distrito.

Ao Portal Acre, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Niterói, Raimundo Nonato, afirmou que a comunidade decidiu respeitar o prazo estabelecido pelo Ministério Público e aguardar as providências dos órgãos responsáveis.

“Foi dado um prazo, através do Ministério Público, para que tanto o Governo do Estado quanto o poder municipal se manifestem e resolvam realmente o problema da comunidade do Segundo Distrito. Deram cinco dias e agora vamos aguardar esse prazo, porque ordem judicial não se discute, se cumpre. E aí vamos ficar no aguardo”, declarou.

Diante da notificação do Ministério Público e da expectativa de uma resposta dentro do prazo estabelecido, os manifestantes optaram por liberar totalmente a rodovia e aguardar as medidas que deverão ser adotadas pelo Estado e pelo município.

Apesar do encerramento do bloqueio, lideranças comunitárias afirmam que continuarão acompanhando os desdobramentos do caso e cobrando soluções para os problemas enfrentados pela população desde a interrupção do tráfego na ponte.

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