
Após cerca de oito horas e meia de manifestação, moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira decidiram encerrar, na tarde desta quinta-feira (11), o bloqueio realizado na BR-364, nas proximidades do acesso ao bairro. O protesto teve início por volta das 7h30 da manhã e foi encerrado por volta das 16h.
A desobstrução da rodovia ocorreu após os manifestantes serem informados sobre uma notificação expedida pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que estabeleceu prazo de cinco dias para que o Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), e a Prefeitura de Sena Madureira apresentem respostas e providências relacionadas às reivindicações da comunidade.
A informação foi repassada aos manifestantes durante as negociações conduzidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que acompanhou o protesto ao longo do dia e atuou para garantir tanto o direito à manifestação quanto a livre circulação de pessoas e veículos.
Os moradores reivindicam medidas emergenciais após o desabamento da ponte sobre o Rio Caeté, ocorrido no último fim de semana. Entre as principais demandas estão melhorias na estrutura dos portos utilizados para a travessia por catraias, reforço na iluminação pública da região e a adoção de medidas que garantam mais segurança e acessibilidade para os moradores do Segundo Distrito.
Ao Portal Acre, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Niterói, Raimundo Nonato, afirmou que a comunidade decidiu respeitar o prazo estabelecido pelo Ministério Público e aguardar as providências dos órgãos responsáveis.
“Foi dado um prazo, através do Ministério Público, para que tanto o Governo do Estado quanto o poder municipal se manifestem e resolvam realmente o problema da comunidade do Segundo Distrito. Deram cinco dias e agora vamos aguardar esse prazo, porque ordem judicial não se discute, se cumpre. E aí vamos ficar no aguardo”, declarou.
Diante da notificação do Ministério Público e da expectativa de uma resposta dentro do prazo estabelecido, os manifestantes optaram por liberar totalmente a rodovia e aguardar as medidas que deverão ser adotadas pelo Estado e pelo município.
Apesar do encerramento do bloqueio, lideranças comunitárias afirmam que continuarão acompanhando os desdobramentos do caso e cobrando soluções para os problemas enfrentados pela população desde a interrupção do tráfego na ponte.







