Rio Branco, 18 de junho de 2026.

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Programa Mulheres Mil fortalece rede de apoio feminina e empreendedorismo durante feira em Rio Branco

Feira reuniu empreendedorismo e geração de oportunidades para mulheres – Foto: Fernando Santtos/SEASDH

A força do empreendedorismo feminino esteve em evidência na noite desta quarta-feira, 17, durante a “Feira empreendedora Mulheres Mil: elas produzem negócios, criatividade e renda”, realizada na Escola Raimundo Gomes, localizada no bairro Tucumã, em Rio Branco. O evento reuniu grande variedade de produtos e serviços, incluindo artesanato indígena, peças em crochê, artigos de ateliê, gastronomia, produtos decorativos, bazar solidário e atendimentos de consultas oftalmológicas. 

A iniciativa é resultado do Programa Mulheres Mil, executado pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), reforçando o compromisso do governo do Acre com autonomia econômica, inclusão produtiva e fortalecimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social. 

Durante o evento, o público pôde conhecer e adquirir produtos permeados de histórias de superação, dedicação e busca por novas oportunidades. Mais do que uma exposição destinada a fomentar a economia local, a feira fortalece redes de apoio entre as participantes, estimulando a troca de experiências e o aprendizado coletivo entre mulheres que encontraram no empreendedorismo uma possibilidade de ampliar a renda familiar, conquistar independência financeira e transformar suas realidades.

Da sala de aula para os negócios e sociedades

Entre as participantes da feira, a história de empreendedorismo ganhou forma na parceria entre Janaína Alencar e Francilene Gomes. As duas se conheceram durante o Curso de Microempreendedora Individual oferecido pelo Mulheres Mil e descobriram que compartilhavam o mesmo sonho: conquistar autonomia financeira por meio do próprio negócio. Da amizade nasceu um empreendimento simples e cheio de significado: um carrinho de pipocas.

Na feira, a dupla apresentou o resultado do aprendizado adquirido ao longo da formação. Janaína ficou responsável pelas pipocas salgadas, enquanto Francilene preparou as versões doces.

“Trouxemos pipoca para vender. Eu fiz a salgada e ela a doce. Deu muito certo, estamos vendendo bastante. Aprendemos a transformar ideias em lucratividade e estamos colocando tudo em prática”, contou Janaína, orgulhosa do primeiro passo dado pelas duas empreendedoras.

Moradora do bairro Calafate, Jenifer Gomes encontrou no artesanato uma forma de complementar a renda e expressar sua criatividade. Especializada na produção de laços e peças confeccionadas com fitas, a artesã destacou que o Mulheres Mil foi fundamental para fortalecer sua confiança e ampliar sua visão sobre o empreendedorismo. 

“O curso nos incentiva a acreditar no nosso potencial. Aprendemos que podemos transformar aquilo que sabemos fazer em uma fonte de renda. Hoje me sinto mais preparada para empreender e crescer com o meu trabalho”, afirmou.

A diversidade cultural também esteve presente na feira, por meio do talento de Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, da etnia indígena Kaxinawá, do município de Santa Rosa do Purus, que trouxeram, para exposição e comercialização, peças produzidas por suas próprias mãos, como colares, anéis, pulseiras e tiaras adornadas com penas.

Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, do Povo Kaxinawá, representaram a produção cultural indígena – Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Para as artesãs, a participação no evento representa uma oportunidade de obter renda e compartilhar a riqueza cultural dos povos indígenas acreanos.

A coordenadora-geral do Programa Mulheres Mil, Tânia Façanha, ressaltou: “A feira  simboliza a superação de desafios, o fortalecimento da autoestima e a abertura de novas oportunidades para essas mulheres. Isso mostra que o Mulheres Mil vai além da qualificação profissional, gerando oportunidades e contribuindo para a transformação de suas realidades”.

“Vimos aqui na prática que os cursos são formas mais eficazes de garantir às mulheres autonomia, dignidade e inclusão social. Por meio dessa qualificação profissional, elas conquistam novas oportunidades de emprego e renda”, afirmou a representante da SEASDH, Lidiane Alves. 

Como a SEASDH atua

Responsável por acolher as inscrições, a secretaria escolhe os cursos com o Ifac, verifica os bairros com maior índice de vulnerabilidade, para fazer a seleção das alunas, e realiza apoio logístico, tanto na capital quanto no interior, por meio de um termo de cooperação técnica do instituto com o Gabinete da Governadora Mailza Assis.

“Gran finale”

Encerrando a noite em clima de celebração e emoção, as alunas protagonizaram um desfile especial, inspirado em temas ligados ao empreendedorismo, à autoestima e ao crescimento pessoal e profissional. Cada participante exibiu sua própria trajetória de superação, coragem e transformação.

Sob aplausos do público, o desfile marcou não apenas a finalização da feira, mas a reafirmação de que investir nas mulheres é abrir caminhos para a geração de renda, a inclusão social e a construção de novas histórias de sucesso.

Com informações da Agência de Notícias do Acre 

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