
A Justiça Eleitoral deu início, na manhã desta segunda-feira (22), aos preparativos para as Eleições 2026 na região do Vale do Purus. A reunião estratégica ocorreu no Fórum Desembargador Vieira Ferreira, em Sena Madureira, e contou com a participação de representantes das forças de segurança e de instituições que atuarão no processo eleitoral.
O encontro foi coordenado pela presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro, e pelo juiz da 3ª Zona Eleitoral, Caique Cirano. A iniciativa marcou o primeiro alinhamento entre a Justiça Eleitoral e os órgãos responsáveis pelo suporte à realização do pleito, previsto para o dia 4 de outubro.
Durante a reunião, foram discutidas estratégias voltadas à segurança, logística e organização das eleições, além de medidas preventivas para garantir que o processo ocorra de forma tranquila, transparente e eficiente. A pauta também incluiu o enfrentamento à desinformação, a atuação da comunicação institucional e o planejamento conjunto entre os diversos órgãos envolvidos.
Segundo a desembargadora Waldirene Cordeiro, o encontro representa o início de uma série de ações voltadas à preparação do processo eleitoral.
“Esse é o nosso primeiro encontro de alinhamento da Justiça Eleitoral com todas as forças de segurança que trabalharão em conjunto nas eleições de 2026. Estamos a 104 dias do pleito e precisamos atuar estrategicamente para que tudo ocorra da melhor forma possível”, destacou.
A presidente do TRE-AC também chamou atenção para fatores externos que podem impactar a realização das eleições, especialmente as condições climáticas previstas para os próximos meses.
De acordo com ela, há preocupação com a possibilidade de uma estiagem severa, cenário semelhante ao registrado durante as eleições municipais de 2024, quando a fumaça causada pelas queimadas trouxe dificuldades em diversas regiões do estado.
“Precisamos considerar também a questão climática. As previsões apontam para um período de seca intensa, e isso exige planejamento para reduzir ao máximo qualquer impacto que possa dificultar o exercício do direito ao voto”, afirmou.
O juiz da 3ª Zona Eleitoral, Caique Cirano, ressaltou que o planejamento antecipado é fundamental, principalmente em uma região que possui desafios logísticos específicos, como comunidades rurais, ribeirinhas e aldeias indígenas.
Segundo ele, o trabalho envolve não apenas as forças de segurança, mas também prefeituras e demais órgãos públicos, com o objetivo de garantir infraestrutura adequada para o funcionamento das seções eleitorais.
“Estamos tratando das diretrizes iniciais do pleito. As eleições exigem uma organização ampla, especialmente em locais de difícil acesso. Precisamos verificar questões relacionadas à energia elétrica, conectividade, transporte fluvial e aéreo, além da acessibilidade para os eleitores. Todo esse planejamento é necessário para que possamos realizar eleições com segurança, agilidade e sem maiores intercorrências”, explicou.
A expectativa da Justiça Eleitoral é que novas reuniões sejam realizadas nos próximos meses para aprofundar o planejamento operacional e fortalecer a integração entre os órgãos responsáveis pela condução e segurança das Eleições 2026 em toda a área de abrangência da 3ª Zona Eleitoral.








