
O Acre registrou 8 quilômetros quadrados de desmatamento em maio de 2026, o mesmo volume observado no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgados nesta terça-feira (23). Apesar da estabilidade no comparativo mensal, o estado mantém uma trajetória de redução no acumulado do calendário do desmatamento, com queda de 31% entre agosto de 2025 e maio de 2026.
Os números divulgados pelo instituto mostram que, no período de dez meses, o Acre acumulou 203 quilômetros quadrados de área desmatada, contra 295 quilômetros quadrados registrados entre agosto de 2024 e maio de 2025.
O resultado acompanha a tendência observada na Amazônia Legal como um todo. No acumulado do calendário do desmatamento, a região registrou redução de 31%, passando de 2.825 km² para 1.949 km².
Em maio de 2026, o desmatamento na Amazônia Legal alcançou 313 km², aumento de 6% em relação aos 295 km² registrados em maio do ano anterior. O Pará concentrou a maior parte das áreas desmatadas, com 107 km² (34% do total), seguido por Mato Grosso, com 92 km² (29%), e Amazonas, com 60 km² (19%).
No Acre, os 8 km² registrados no período representaram 3% do total detectado pelo sistema na Amazônia Legal.
Degradação florestal despenca na Amazônia
O levantamento também apontou forte redução da degradação florestal, processo que enfraquece a vegetação por meio da exploração madeireira, queimadas e outros impactos, sem necessariamente resultar em corte raso.
Em maio de 2026, a Amazônia Legal registrou 40 km² de áreas degradadas, uma redução de 94% em comparação aos 679 km² identificados em maio de 2025.
Tendência reforça resultados recentes
Os dados de maio reforçam um cenário já apontado por outros levantamentos divulgados neste ano. Relatórios recentes do próprio Imazon e do MapBiomas indicam que o Acre vem registrando queda nos índices de desmatamento, embora especialistas alertem que a chegada do verão amazônico e o aumento das queimadas nos próximos meses exigirão manutenção das ações de monitoramento e fiscalização.








