Rio Branco, 29 de julho de 2026.

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Acre registra segundo maior crescimento proporcional do emprego do país em junho, aponta Novo Caged

Crescimento no Acre foi de 3,38% – Foto Reprodução

O Acre voltou a se destacar no cenário nacional da geração de empregos com carteira assinada. Dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), mostram que o estado registrou o segundo maior crescimento proporcional do emprego formal do Brasil em junho, com variação de 0,88%, ficando atrás apenas do Amapá (1,04%) e à frente de Mato Grosso (0,85%).

O desempenho acreano ocorre em um mês em que o mercado formal de trabalho brasileiro encerrou junho com saldo positivo de 145.161 vagas, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos em todo o país.

Embora estados mais populosos tenham liderado a criação de vagas em números absolutos, como São Paulo (34.981), Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856), o Acre figurou entre os destaques nacionais quando analisado o crescimento em relação ao tamanho do seu mercado de trabalho, indicador que mede a evolução proporcional dos vínculos formais.

O bom desempenho também se reflete no acumulado do ano. Entre janeiro e junho de 2026, o Acre registrou crescimento proporcional de 3,38% no estoque de empregos formais, ocupando novamente a segunda colocação entre as unidades da Federação, atrás apenas do Amapá (4,25%) e à frente de Mato Grosso (3,36%).

No cenário nacional, o Novo Caged aponta que o Brasil acumulou 921.645 novos postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. Considerando os últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, o saldo chega a 963.921 empregos formais.

Entre os setores da economia brasileira, Serviços liderou a geração de empregos em junho, com saldo de 74.514 vagas, seguido por Agropecuária (22.898), Comércio (19.177), Indústria (14.438) e Construção (12.136).

Os dados também mostram equilíbrio na geração de vagas entre homens e mulheres. Em junho, as mulheres responderam por 72.592 empregos formais, enquanto os homens registraram saldo de 72.569 postos de trabalho. Os jovens de até 24 anos concentraram o maior número de novas contratações, com saldo de 125.430 vagas.

O levantamento revela ainda que trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados pelas admissões, enquanto o salário médio real de contratação no país foi de R$ 2.404,34.

O Novo Caged é o levantamento oficial do Ministério do Trabalho e Emprego que acompanha mensalmente a movimentação de admissões e desligamentos com carteira assinada em todo o território nacional, servindo como um dos principais indicadores da evolução do mercado formal de trabalho brasileiro.

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