
A candidata ao governo do Acre Mailza Assis (Progressistas) e sua candidata a vice, Jéssica Sales (MDB), apresentam no plano de governo para o período de 2027 a 2030 uma série de propostas que vão de novas estruturas na rede de saúde à criação de programas voltados à produção rural, recuperação de ramais, combate às queimadas e uso de inteligência de dados na administração pública.
O documento, que reúne 10 eixos estratégicos, estabelece as ações que, segundo a candidatura, deverão orientar um eventual governo entre 2027 e 2030. O plano afirma que as propostas foram organizadas em programas estruturantes e ações voltadas ao desenvolvimento econômico, melhoria dos serviços públicos e redução das desigualdades entre as regiões do estado.
Entre as propostas mais específicas está a implantação de um Pronto-Socorro de Atendimento Infantil do Estado do Acre, além da conclusão das segunda e terceira etapas da Maternidade Marieta Messias Cameli. O plano também prevê a entrega da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) de Rio Branco e a construção de Centros Especializados em Reabilitação em Cruzeiro do Sul e Brasiléia.
Saúde com promessa de ampliar atendimento no interior
Na área da saúde, a chapa afirma que pretende ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias em todas as regiões do Acre e aproximar serviços especializados da população, reduzindo deslocamentos para Rio Branco.
Entre as chamadas “grandes entregas” estão uma rede materno-infantil fortalecida, ampliação da telessaúde e do prontuário eletrônico, modernização de hospitais e unidades de saúde e uma rede voltada ao diagnóstico, estimulação precoce e acompanhamento de crianças com deficiência, autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento.
O documento também propõe novos centros de terapia renal substitutiva e ampliação dos serviços de nefrologia no interior.
Patrulhas mecanizadas em todos os municípios
Na área rural, uma das propostas mais abrangentes é a criação de Patrulhas Mecanizadas para todas as regiões e municípios do Acre. A ideia apresentada no plano é que os equipamentos sejam utilizados em parceria com prefeituras, cooperativas, associações e sindicatos para atender agricultores familiares e pequenos produtores.
O plano também prevê o Programa Ramais da Produção, destinado à implantação, recuperação e manutenção dos ramais considerados estratégicos para as cadeias produtivas, com o objetivo de melhorar o escoamento da produção.
Outra proposta é a criação de estruturas compartilhadas para colheita, secagem e armazenamento de grãos, incluindo parques de máquinas e infraestrutura pública vinculada ao Fundo Agropecuário Estadual.
Para pequenos produtores, o plano ainda prevê um programa de açudagem e cisternas rurais, com apoio à construção de estruturas para armazenamento de água destinada à irrigação, criação de animais e piscicultura.
Rodovias, pontes e integração com países vizinhos
Na infraestrutura, a proposta é melhorar a conservação de rodovias, ramais e pontes, além de ampliar investimentos em aeródromos, portos fluviais e plataformas logísticas.
Entre as entregas previstas está uma infraestrutura logística considerada mais moderna e a consolidação do Acre como eixo de integração com Peru, Bolívia e os mercados do Pacífico.
O plano associa essa estratégia à redução dos custos de transporte, ao escoamento da produção e à atração de investimentos para o estado.
Segurança com foco em inteligência e prevenção
Na segurança pública, a candidatura promete fortalecer o policiamento comunitário, ampliar a prevenção da violência e modernizar os sistemas de inteligência.
O plano prevê um sistema integrado de inteligência com uso de tecnologia e análise de dados para enfrentar o crime organizado e proteger as fronteiras do Acre. Também propõe forças de segurança mais equipadas, qualificação permanente e melhorias nas condições de trabalho dos profissionais.
Combate às queimadas e desmatamento
Em um estado que enfrenta todos os anos o avanço das queimadas e do desmatamento, o plano apresenta a criação de um Sistema Integrado de Monitoramento Contra o Desmatamento e as Queimadas Ilegais.
A proposta é reunir órgãos ambientais, forças de segurança e Defesa Civil em uma rede de resposta rápida. O documento também fala em ampliar o monitoramento, a regularização ambiental e fundiária e o combate ao desmatamento ilegal.
A chapa também pretende apostar em bioeconomia, créditos de carbono, serviços ambientais, concessões florestais sustentáveis, manejo florestal e energias renováveis como instrumentos de geração de renda e desenvolvimento.
Educação e formação profissional
Na educação, o plano estabelece como objetivo garantir a alfabetização na idade certa e ampliar a educação profissional. Uma das propostas é interiorizar cursos superiores tecnológicos para os 22 municípios do Acre, incluindo comunidades rurais e indígenas.
O documento também prevê escolas com infraestrutura renovada, laboratórios, ambientes de inovação e acesso à internet de qualidade, além de ações de valorização e formação continuada dos profissionais da educação.
Governo baseado em dados
Uma das propostas mais diferentes do plano está na área de gestão. A chapa pretende criar o InfoAcre – Inteligência de Dados para Gestão Pública, uma plataforma destinada a integrar bases de dados do governo e apoiar decisões sobre prioridades, investimentos e serviços públicos.
Também está prevista a consolidação de um Observatório de Indicadores do Acre, reunindo informações socioeconômicas, fiscais, ambientais e sobre o desempenho das políticas públicas.
O plano ainda prevê a ampliação dos serviços digitais, simplificação de processos e uso responsável de inteligência artificial na administração estadual.
O que a chapa diz querer entregar
Ao final do período de 2027 a 2030, o documento estabelece como objetivos uma economia mais diversificada, produção rural mais competitiva, maior atração de investimentos, fortalecimento da bioeconomia e do turismo e ampliação da qualificação profissional.
As propostas apresentadas no documento são compromissos assumidos pela chapa para um eventual governo entre 2027 e 2030 e, portanto, dependem da eleição e da execução das medidas previstas ao longo do mandato.








