
A urna eletrônica está completando 30 anos em 2026. De acordo com informações da Justiça Eleitoral brasileira, a primeira experiência com o equipamento ocorreu nas eleições municipais de 1996, quando eleitores de 57 cidades brasileiras tiveram contato pela primeira vez com a tecnologia.
Naquele ano, cerca de 70 mil urnas eletrônicas foram utilizadas para coletar os votos de mais de 32 milhões de brasileiros, aproximadamente um terço do eleitorado do país na época.
A implantação marcou uma mudança na forma de votar e de apurar os resultados no Brasil. Até então, o processo era baseado em cédulas de papel e contagem manual, um sistema considerado mais demorado e sujeito a erros e fraudes.
Projeto começou em 1995
Embora a ideia de utilizar máquinas para votar estivesse prevista no Código Eleitoral desde 1932, o desenvolvimento de uma urna eletrônica brasileira começou de fato em 1995, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma comissão técnica para desenvolver o equipamento.
O projeto teve participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). O primeiro nome dado ao equipamento foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV).
Entre as exigências estavam a eliminação da intervenção humana na apuração e totalização dos votos, maior segurança e transparência, além de um equipamento compacto, leve e simples de utilizar.
O resultado foi uma máquina que reunia tela, teclado e unidade de processamento em um único equipamento. O teclado, semelhante ao de um telefone, foi pensado para facilitar a utilização por pessoas com baixa escolaridade e por eleitores com deficiência visual.
Urna chegou ao Acre em 1998
A expansão do voto eletrônico ocorreu gradualmente. Em 1998, nas eleições gerais, o equipamento chegou ao Acre. Naquele ano, 100% das seções eleitorais de Rio Branco utilizaram a urna eletrônica, marcando a estreia da tecnologia no estado.
No mesmo ano, a votação eletrônica foi ampliada nacionalmente para municípios com mais de 40 mil eleitores. Dois anos depois, nas eleições municipais de 2000, as urnas eletrônicas passaram a ser utilizadas em todo o país, no primeiro pleito totalmente informatizado do Brasil.
Desde então, a Justiça Eleitoral ampliou e atualizou o parque de equipamentos para acompanhar o crescimento do eleitorado e as necessidades de cada eleição.
A urna eletrônica também passou a integrar uma estrutura tecnológica mais ampla, responsável não apenas pela coleta dos votos, mas pela transmissão e totalização dos resultados.
Três décadas depois da estreia, a tecnologia se tornou parte da rotina das eleições brasileiras e, em 2026, será novamente utilizada nas eleições gerais de outubro.







