Rio Branco, 14 de agosto de 2026.

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Fórum na UFAC discute Tarifa Zero como alternativa para o transporte público de Rio Branco

Encontro acontece na UFAC nesta sexta – Foto cedida

A proposta de implantação da Tarifa Zero no transporte coletivo de Rio Branco será colocada em debate nesta sexta-feira, 14, durante o primeiro encontro do recém-criado Fórum Acreano pela Tarifa Zero. O evento ocorre a partir das 8h30, no Anfiteatro Garibaldi Brasil, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC).

A iniciativa é articulada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (ADUFAC), em parceria com movimentos sindicais, estudantis e sociais, e surge em meio às dificuldades enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo da capital.

O encontro terá como tema o financiamento e a implementação da Tarifa Zero. A principal atividade será uma conferência com Giancarlo Gama, cientista político e especialista no debate nacional sobre a adoção de modelos de transporte público sem cobrança direta dos passageiros.

A proposta prevê uma mudança na forma de financiamento do sistema. Em vez de concentrar a arrecadação na tarifa paga pelos usuários, a discussão envolve alternativas que transfiram para o poder público maior responsabilidade pelo custeio do transporte.

Segundo a ADUFAC, o modelo atual, baseado na tarifa e na operação por empresas privadas, não tem conseguido garantir simultaneamente preços acessíveis, qualidade e sustentabilidade ao serviço. A entidade defende que o transporte coletivo seja tratado como um serviço público essencial e não como uma atividade submetida exclusivamente à lógica de mercado.

“Reafirmamos que o transporte público é um bem essencial e um direito social, na mesma medida em que o são a saúde e a educação. Dessa forma, não pode ser tratado como mercadoria, nem permanecer submetido à lógica do lucro sobre um direito da população”, afirma Raquel Ishii, da diretoria da ADUFAC.

Debate sobre financiamento

O Fórum Acreano pela Tarifa Zero pretende reunir entidades, estudantes, trabalhadores, coletivos e demais integrantes da sociedade civil para discutir alternativas para o transporte coletivo da capital.

A intenção, segundo os organizadores, é construir propostas que ampliem a responsabilidade do poder público municipal sobre o sistema e avaliar as possibilidades de implantação da Tarifa Zero como política pública em Rio Branco.

A discussão ocorre quase cinco décadas depois de movimentos sociais acreanos começarem a reivindicar melhorias no transporte coletivo e medidas para reduzir o custo para os passageiros. Entre os marcos lembrados pela organização está a conquista da meia-passagem estudantil em 1979 e os protestos realizados posteriormente contra reajustes nas tarifas.

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