Rio Branco, 17 de agosto de 2026.

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Acre registra menor número de focos de calor para janeiro a agosto em quase 30 anos

Até o último dia 15 de agosto foram identificados apenas 140 focos de calor no Acre – Foto Ricardo Stuckert

A análise do Banco de Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que o Acre chegou à metade de agosto de 2026 com o menor número de focos de calor registrado para o período de janeiro a agosto desde o início da série histórica analisada, iniciada em 1998. Até o dia 15 de agosto, foram identificados 140 focos de calor em todo o estado.

Do total de 140 focos registrados no ano, 43 ocorrerem em agosto, sendo importante destacar que somente no dia 15 de agosto, foram registrados 19 focos, número que representa uma parcela significativa dos focos contabilizados ao longo do mês.

Apesar disso, o cenário permanece muito abaixo do observado nos últimos anos. No mesmo período de 2025, o Acre havia registrado 752 focos de calor, o que significa que o acumulado de 2026 está 81,4% menor. Em relação a 2024, quando foram registrados 1.997 focos até 15 agosto, a redução chega a 93%.

A diferença fica ainda mais evidente quando o atual cenário é comparado com os anos de maior ocorrência registrados na série histórica. Em 2005, o Acre contabilizou 8.924 focos de calor entre janeiro e agosto, o maior número para o período. O resultado de 2026 equivale a apenas uma pequena fração daquele volume.

Outros anos também apresentaram números elevados. Foram 4.044 focos até agosto de 2020, 3.088 em 2022 e 1.648 em 2023. A redução observada em 2026 dá continuidade à queda registrada no ano passado. Em todo o período de janeiro a agosto de 2025, foram 752 focos, contra 2.737 em 2024.

Embora os números sejam favoráveis, é importante lembrar que agosto tradicionalmente marca o início de uma fase de maior pressão sobre as áreas florestais e rurais do Acre, com aumento dos focos à medida que a estação seca avança. Nos anos anteriores, setembro aparece frequentemente entre os meses de maior concentração.

Em 2024, por exemplo, o Estado registrou 1.997 focos em agosto e 3.855 em setembro. Em 2022, foram 2.638 focos em agosto e 6.693 em setembro. Por isso, a situação registrada até 15 de agosto representa um cenário excepcionalmente positivo, mas ainda precisa ser acompanhada nas próximas semanas.

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