
O Acre registrou 1.858 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 84 mortes associadas à doença em 2025, segundo levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste mês. Os dados fazem parte de um balanço nacional sobre a circulação da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios durante o ano passado.
Do total de casos registrados no estado, 299 tiveram identificação de rinovírus e 292 de vírus sincicial respiratório (VSR). A influenza apareceu em 106 casos, enquanto o SARS-CoV-2, causador da covid-19, foi identificado em 85 pacientes.
O levantamento mostra ainda que o rinovírus esteve associado à identificação em 10 dos óbitos, enquanto o VSR apareceu em nove mortes. A influenza foi identificada em seis óbitos e o SARS-CoV-2 em 11.
Os números fazem parte do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e foram extraídos em 16 de fevereiro de 2026. O Ministério da Saúde ressalta que a identificação de um vírus em um paciente com SRAG não significa necessariamente que aquele agente tenha sido a causa do quadro, já que podem ocorrer codetecções, com mais de um vírus identificado no mesmo paciente.
Um dos aspectos que chama atenção nos dados do Acre é a quantidade de registros classificados como SRAG não especificada. Foram 1.084 casos, o equivalente a cerca de 58% de todas as notificações do estado.
Por isso, embora o rinovírus e o VSR tenham sido os agentes mais identificados entre os casos com diagnóstico laboratorial, os dados não permitem afirmar que eles tenham sido responsáveis pela maioria das internações.
O próprio Ministério da Saúde utiliza o diagnóstico por RT-PCR em tempo real como referência para avaliar a qualidade da vigilância laboratorial. A meta estabelecida é que pelo menos 70% dos casos ou óbitos por SRAG tenham resultado desse exame. Em 2025, o Acre alcançou 69,1%, ficando ligeiramente abaixo do percentual recomendado. O estado esteve entre as seis unidades da federação que não atingiram a meta.
Cenário nacional
No Brasil, foram notificados 234.687 casos de SRAG em 2025, dos quais 122.559 tiveram identificação de algum vírus respiratório. O volume de casos foi maior que nos dois anos anteriores, com o pico nacional ocorrendo na semana epidemiológica 21, quando foram registrados 9.737 casos. O Ministério da Saúde relaciona o cenário principalmente à circulação expressiva de influenza A e VSR.








