Rio Branco, 18 de agosto de 2026.

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Qualidade do ar piora no Acre com cenário de tempo seco, calor e avanço das queimadas

Dados do Sistema de Monitoramento Ambiental (Sisam) mostraram concentrações elevadas de PM2,5, partículas finas que podem estar associadas à fumaça de queimadas, em diferentes municípios do estado nesta segunda-feira, 17.

Entre os maiores valores registrados estiveram 22,24 µg/m³ em Porto Walter, 21,74 µg/m³ em Manoel Urbano, 18,73 µg/m³ em Rodrigues Alves, 17,90 µg/m³ em Tarauacá e 16,12 µg/m³ em Feijó.

Também aparecem entre os maiores índices Sena Madureira, com 14,23 µg/m³, e Bujari, com 14,10 µg/m³. No outro extremo, os menores valores foram estimados para Marechal Thaumaturgo, com 7,29 µg/m³, e Jordão, com 7,59 µg/m³.

Os valores máximos (limites seguros) de PM2,5 recomendados pelas Diretrizes Globais de Qualidade do Ar da OMS são de 5 µg/m³ para a média anual e 15 µg/m³ para a média de 24 horas.

Esses parâmetros foram atualizados no final de 2021 com o objetivo de reduzir drasticamente as mortes e os problemas de saúde causados pela poluição atmosférica global.

Cenário favorece concentração de poluentes

Os dados de qualidade do ar ocorrem em um contexto de condições meteorológicas pouco favoráveis à dispersão de poluentes. Segundo o boletim do Sisam, 21 dos 22 municípios acreanos analisados tinham previsão de chuva igual a zero para o dia 17 de agosto. A única exceção era Rodrigues Alves, com apenas 0,047 milímetro previsto.

As temperaturas máximas poderiam chegar a 34°C em municípios como Rio Branco, Acrelândia, Bujari, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre e Senador Guiomard. Em outras cidades, as máximas previstas ficavam entre 32°C e 33°C.

O cenário coincide com o aumento dos focos de calor observado no estado. Conforme os dados de monitoramento, 37 focos foram registrados no Acre em 17 de agosto, o maior número identificado em um único dia em 2026.

A ocorrência também foi registrada após uma sequência de aumento dos focos ao longo de agosto. Até o dia 17, o Estado acumulava 177 focos de calor em 2026, sendo 80 somente nos primeiros 17 dias deste mês.

Fumaça e partículas finas

O PM2,5 corresponde a partículas muito pequenas presentes no ar e pode ter diferentes fontes, incluindo a fumaça produzida por queimadas. Em períodos de estiagem, a combinação entre aumento dos focos, ausência de chuva e condições atmosféricas menos favoráveis à dispersão pode contribuir para a concentração desses poluentes.

Apesar da piora, qualidade do ar no Acre ainda é considerada moderada – Foto reprodução

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