O Acre aparece entre os estados menos competitivos do Brasil no Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 26ª posição entre as 27 unidades da Federação, ficando à frente apenas do Amapá, último colocado.
No recorte da Região Norte, o Acre também aparece na 6ª posição entre os sete estados. Rondônia é o nortista mais bem colocado, ocupando a 20ª posição nacional, seguido por Roraima (22º), Maranhão não integra a região Norte, e os demais estados aparecem distribuídos nas posições inferiores do levantamento. Conforme o ranking divulgado pelo CLP, o Acre está atrás de Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará e Amazonas na classificação nacional.
A edição de 2026 marca uma mudança histórica na liderança. Santa Catarina assumiu pela primeira vez a primeira colocação, ultrapassando São Paulo, que havia liderado as 14 edições anteriores. São Paulo caiu para o segundo lugar, enquanto Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo completam as cinco primeiras posições.
O levantamento chega à 15ª edição e analisa as 27 unidades da Federação por meio de 100 indicadores distribuídos em dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação. Os indicadores são construídos a partir de bases públicas e passam por metodologia de normalização que permite comparar os estados.
A permanência do Acre nas últimas posições também chama atenção quando comparada à edição anterior. Em 2025, o estado já ocupava o 26º lugar, à frente somente do Amapá. Portanto, apesar das alterações observadas entre outros estados, o Acre permaneceu na penúltima colocação nacional.
O CLP afirma que o ranking tem como objetivo oferecer dados que auxiliem gestores na identificação de gargalos e na definição de prioridades para políticas públicas, além de servir como referência para a sociedade e para decisões de investimentos.








