
O Acre apresenta um forte contraste na edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado no fim de agosto. Embora permaneça na 26ª colocação no ranking geral, o Estado ocupa a 6ª posição entre as 27 unidades da federação no pilar Potencial de Mercado, um dos resultados mais positivos de seu desempenho. Na outra ponta, aparece em 26º lugar em Educação e 25º em Infraestrutura.
O pilar de Potencial de Mercado considera fatores como crescimento econômico, tamanho do mercado, expansão potencial da força de trabalho, comprometimento de renda, crédito e inadimplência. Entre esses indicadores, o Acre alcança a 1ª colocação nacional na Taxa de Crescimento.
O desempenho ocorre, entretanto, em uma economia de dimensões reduzidas. O PIB acreano é estimado em R$ 26,3 bilhões, equivalente a apenas 0,2% do PIB brasileiro. O próprio estudo destaca que tamanho e dinamismo são dimensões diferentes: uma economia pode apresentar ritmo de crescimento elevado sem possuir um grande mercado em termos absolutos.
Na Educação, o Acre está na 26ª posição. O pilar reúne indicadores como avaliação da educação, IDEB, ENEM, Índice de Oportunidade da Educação, frequência escolar e atendimento da educação infantil.
Porém, o relatório faz uma ressalva importante de que nem todos os indicadores têm dados atualizados. O IDEB permanece com dados de 2023, enquanto o ENEM utiliza informações de 2024 e o Índice de Oportunidade da Educação, de 2023.
Em Infraestrutura, o Estado ocupa a 25ª posição. São considerados itens como qualidade das rodovias, telecomunicações, energia elétrica, saneamento, combustíveis, voos diretos e fibra óptica.
O contraste fica ainda mais evidente no conjunto dos dez pilares: o Acre está em 16º em Inovação e 18º em Capital Humano, mas em 23º em Sustentabilidade Social, 24º em Segurança Pública, 25º em Sustentabilidade Ambiental e Infraestrutura e 26º em Educação e Eficiência da Máquina Pública.
O resultado mostra que, apesar do bom desempenho em indicadores ligados ao dinamismo do mercado, educação e infraestrutura continuam entre os principais desafios para transformar esse potencial em competitividade mais ampla.








