
A Polícia Civil do Acre investiga quem estaria por trás da estrutura utilizada para o cultivo de maconha encontrado na Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do estado. Cerca de 2 mil pés da droga foram localizados durante uma operação, e as diligências agora buscam identificar as pessoas envolvidas na plantação e a logística utilizada para manter o cultivo na região.
As informações foram repassadas nesta quinta-feira (24) pelo delegado Erick Maciel, da Polícia Civil, em entrevista ao jornal online Diário do Alto Acre. Segundo o delegado, as primeiras diligências apontam para a possibilidade de participação de pessoas de outros estados na organização da atividade. São Paulo está entre os locais citados pelos investigadores.
“Temos diligências que indicam que possivelmente pessoas de estados como São Paulo estariam na região, recrutando pessoas para fazer plantio e demais [atividades]”, afirmou Maciel.
A Polícia Civil trabalha agora para esclarecer quem teria levado as pessoas até a área, quem seria responsável pelo cultivo e de que maneira a estrutura funcionava.
“É a logística do cultivo da maconha”, resumiu o delegado.
Área da reserva foi desmatada

Durante a ação, os policiais também constataram que uma área da Reserva Extrativista Chico Mendes havia sido derrubada especificamente para a implantação da plantação.
O local passou por perícia técnica e foram recolhidas amostras das plantas para análise. De acordo com Erick Maciel, os pés de maconha tinham aproximadamente 50 centímetros de altura.
Após a coleta do material necessário para a perícia, toda a plantação localizada na área foi destruída e incinerada.
“Foi feita também a coleta de amostra, a perícia técnica, e foi verificado que foi derrubada uma área de reserva para esse plantio”, explicou o delegado.
A investigação continua para identificar os demais envolvidos e esclarecer se o cultivo encontrado fazia parte de uma estrutura maior de produção e distribuição de drogas.








