Rio Branco, 25 de setembro de 2026.

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Cesta básica cai nas duas maiores cidades acreanas, mas Cruzeiro do Sul mantém custo acima de Rio Branco

Levantamento mostra que valor é cerca de R$ 6,84 maior em Cruzeiro do Sul – Foto gerada com recurso de IA

O custo da cesta básica recuou em agosto nas duas maiores cidades do Acre, mas Cruzeiro do Sul terminou o mês com o conjunto de despesas básicas ligeiramente mais caro que Rio Branco, segundo levantamentos realizados pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e divulgados nesta quinta-feira (24).

Considerando as cestas de alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal, o custo mensal para um trabalhador ficou em R$ 705,69 em Cruzeiro do Sul, contra R$ 698,85 em Rio Branco. A diferença é de R$ 6,84.

A pesquisa considera as despesas necessárias para um trabalhador adquirir os produtos das três cestas e utiliza como referência um salário-mínimo de R$ 1.621. Em Rio Branco, foram pesquisados 53 estabelecimentos distribuídos por 41 bairros. Em Cruzeiro do Sul, o levantamento envolveu 33 estabelecimentos em 14 bairros.

Alimentação cai nas duas cidades

A principal queda ocorreu na cesta alimentar. Em Rio Branco, o valor passou de R$ 595,15 em julho para R$ 584,40 em agosto, recuo de 1,81%. Em Cruzeiro do Sul, a redução foi ainda maior, de 3,86%, fazendo o valor cair de R$ 606,63 para R$ 583,23.

Apesar da diferença no comportamento mensal, os preços das duas cestas alimentares praticamente se igualaram. Em agosto, a alimentação custava apenas R$ 1,17 a mais em Rio Branco.

O tomate foi o principal responsável pelo alívio nos dois municípios. Na capital, o produto ficou 12,24% mais barato, enquanto em Cruzeiro do Sul a queda chegou a 20,47%. Banana, café, feijão e outros produtos também registraram redução em Cruzeiro do Sul.

Por outro lado, a farinha de mandioca apresentou a maior alta da cesta alimentar nas duas cidades: 8,77% em Rio Branco e 10,98% em Cruzeiro do Sul. Na capital, também subiram arroz e carne, enquanto em Cruzeiro do Sul houve aumentos importantes de leite e mandioca.

Limpeza e higiene pressionam o custo

A redução da alimentação foi parcialmente compensada pelo aumento das outras duas categorias.

Em Cruzeiro do Sul, a cesta de limpeza doméstica chegou a R$ 94,53, alta de 1,46% sobre julho, enquanto a de higiene pessoal subiu 2,79%, para R$ 27,93. Em Rio Branco, os aumentos foram menores: a limpeza custou R$ 88,48, alta de 0,40%, e a higiene ficou em R$ 25,97, avanço de 0,50%.

Com isso, embora a alimentação tenha ficado mais barata, Cruzeiro do Sul terminou agosto com o custo total das três cestas acima do registrado na capital.

Cruzeiro do Sul acumula maior alta desde março

O comportamento de agosto representa uma melhora pontual, mas o acumulado dos últimos seis meses mostra uma diferença maior entre os municípios.

Entre março e agosto, o custo conjunto das três cestas aumentou 1,2% em Rio Branco e 4,2% em Cruzeiro do Sul, segundo os relatórios da Seplan. Na capital, o total passou de R$ 690,46 para R$ 698,85. Em Cruzeiro do Sul, saiu de R$ 677,01 para R$ 705,69.

O impacto também aparece no orçamento de uma família padrão, formada por dois adultos e três crianças. Em agosto, o gasto estimado para adquirir as três cestas foi de R$ 2.445,96 em Rio Branco e R$ 2.469,91 em Cruzeiro do Sul. Os valores correspondem a aproximadamente 1,51 e 1,52 salários-mínimos, respectivamente.

Para o trabalhador que recebe um salário-mínimo, a compra das três cestas exigiu 94 horas e 50 minutos de trabalho em Rio Branco e 95 horas e 46 minutos em Cruzeiro do Sul. O conjunto das despesas comprometeu 43,1% e 43,5% do salário-mínimo, respectivamente.

Os dados mostram que agosto trouxe uma redução no custo dos alimentos, mas não eliminou a pressão das despesas básicas sobre a renda dos trabalhadores. A diferença entre as duas cidades é pequena no valor final do mês, mas o acumulado desde março revela uma elevação mais acentuada do custo das cestas em Cruzeiro do Sul.

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