O desaparecimento de uma bebê de 9 meses em Manoel Urbano, no interior do Acre, ganhou um novo desdobramento neste domingo (27). Durante uma manifestação realizada em frente à Delegacia de Polícia Civil do município, o pai da criança, Weslley Almeida, pediu que as autoridades também investiguem as circunstâncias em que a filha estava antes de desaparecer.
Familiares participaram da mobilização para cobrar respostas sobre o paradeiro da bebê e a continuidade das investigações. De acordo com as informações apresentadas até agora, a criança teria sido levada pelo próprio tio, e o caso permanece sob apuração policial.
Durante o protesto, Weslley fez acusações contra a mãe da bebê e afirmou que pretende pedir formalmente que a conduta dela seja investigada. Segundo o pai, a criança teria sido deixada sob os cuidados de pessoas que, conforme sua versão, estariam fazendo uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes.
Ele também alegou que a mãe teria se deslocado até a área urbana do município com o objetivo de buscar drogas. As afirmações são de responsabilidade do pai e ainda dependem de apuração pelas autoridades.
Weslley defendeu que sejam esclarecidas todas as circunstâncias que antecederam o desaparecimento da filha e afirmou que, caso sejam identificadas eventuais irregularidades, espera que os responsáveis sejam submetidos às medidas previstas em lei.
Entre os pontos levantados pelo pai está a possibilidade de investigação por eventual abandono de incapaz. Um possível enquadramento criminal, no entanto, depende da análise da Polícia Civil e das provas reunidas durante o inquérito.
As acusações apresentadas durante a manifestação não significam que tenha sido constatada responsabilidade da mãe. Cabe às autoridades verificar a veracidade dos relatos e estabelecer, a partir das investigações, as circunstâncias do desaparecimento.
Enquanto familiares aguardam respostas, as buscas e investigações continuam. Até o momento, a bebê permanece desaparecida.
Polícia diz que não há requisitos para prisão da mãe
Após o protesto do pai e de familiares da criança, a Polícia Civil emitiu uma nota informando que a investigação é prioridade, que a conduta da mãe permanece sob investigação, mas que não há requisitos legais para a prisão em flagrante.
Nota
A Polícia Civil do Acre informa que as investigações e as buscas pela criança permanecem como prioridade absoluta das forças de segurança.
O conduzido foi autuado em flagrante por sequestro e cárcere privado, e sua prisão foi mantida após audiência de custódia.
Familiares, entre eles o pai, manifestaram-se em frente à unidade policial solicitando a prisão da mãe. Na ocasião, porém, não estavam presentes os requisitos legais para uma prisão em flagrante. A conduta dela, contudo, permanece sob investigação. Caso sejam identificados indícios de crime e preenchidos os requisitos legais, a Polícia Civil adotará as medidas cabíveis, inclusive poderá representar ao Poder Judiciário pela decretação de prisão.
Desde o acionamento, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas contínuas, mas a criança ainda não foi localizada.
As diligências prosseguem de forma ininterrupta, com a adoção de todas as medidas necessárias para localizar a criança, esclarecer a dinâmica dos fatos e apurar a eventual responsabilidade de cada envolvido. A Polícia Civil reforça que nenhuma hipótese está sendo descartada e que as decisões serão tomadas exclusivamente com base nos elementos reunidos durante a investigação e nos instrumentos previstos em lei.
A prioridade permanece sendo localizar a criança e esclarecer integralmente o ocorrido.








