
Nesta segunda-feira (19), a secretária de Agricultura, Temyllis Silva, foi a convidada especial do podcast “Dedin de Prosa”, do Portal Acre. Durante a entrevista, discutiu-se a importância do fortalecimento de projetos agrícolas para garantir a continuidade da produção rural do estado e o reconhecimento do agricultor.
Temyllis Silva comenta que sua equipe tem como principal objetivo evitar a interrupção de projetos com a troca de governos, buscando fortalecer parcerias com órgãos técnicos e valorizar os servidores de carreira. Para a secretária, essa aproximação com o setor agrícola e a união de instituições evitam o impedimento de avanços no setor.
“Nós precisamos dar essa continuidade. O produtor não pode mais ficar à mercê da cabeça de um secretário”, declara Temyllis.
Ela destaca que o desenvolvimento sustentável do estado só acontece quando as decisões são tomadas com diálogo e planejamento técnico, comentando que, para alcançar esse nível, é necessário evitar a interrupção de projetos consolidados e as vaidades na gestão pública.
“Eu acho que o Estado do Acre só vai crescer, só vai se desenvolver se a gente parar de tratar a produção rural como uma política de governo e passar a desenvolvê-la como uma política de Estado.”
Temyllis destaca que os principais cargos técnicos na Seagri são ocupados por servidores efetivos da casa. “As nossas principais diretorias e coordenações são ocupadas por servidores da casa, exatamente para que possamos ter continuidade nas ações”.
A secretária acredita que a união entre governo, órgãos técnicos e entidades parceiras é o diferencial que garante o avanço do agronegócio e da agricultura familiar acreana.
Temyllis Silva cita que, em sua trajetória como secretária de Agricultura e ao lado do deputado estadual Tchê, que também foi gestor da Seagri, presenciou de perto a mudança de vida de pequenos agricultores por meio do incentivo correto.
Para Silva, o papel principal do poder público é dar condições dignas de atendimento e infraestrutura para que o produtor rural se sinta valorizado e não fique dependente de discursos temporários.
“O produtor para de sobreviver — porque, muitas vezes, nem sobrevivia da própria terra —, onde o marido estava trabalhando na terra e a mulher na cidade, ou o contrário, e passa a viver com dignidade, a sonhar, a planejar e a ampliação da produção. Enfim, acho que essa é a maior conquista”, conclui Temyllis Silva.







