
Com a chegada do período de chuvas intensas em todo o território acreano, cresce a possibilidade de aumento no número de casos de dengue. O cenário da região amazônica e o acúmulo de água parada propicia a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão do vírus.
Em 2025, até este mês de novembro, o Acre registrou 8.568 casos e quatro óbitos. O levantamento do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, detalha ainda que a letalidade em casos graves é de 5,5%
Na 46ª semana epidemiológica, que corresponde ao período de 9 a 15 de novembro, 34 casos prováveis foram listados no painel. Dos 34, 31 foram registrados em Cruzeiro do Sul, 1 em Rio Branco, 1 em Rodrigues Alves e 1 em Tarauacá.
Apesar do número não ser considerado expressivo e não indicar um surto da doença, a prevenção ainda é necessária para garantir a segurança das comunidades em todos os municípios, em especial, cidadãos de grupos de risco, como idosos e crianças.
Entre os sintomas, que surgem, em média, de 4 a 10 dias após a picada do mosquito, estão: febre alta abrupta, dor de cabeça intensa e cansaço/dor ocular, dores musculares e nas articulações, diarreia, náuseas e vômitos, manchas vermelhas na pele e conjuntivite.
O Ministério da Saúde alerta que, em casos graves, os sinais de alerta podem ser dor abdominal intensa e sem pausas, vômito persistente, sangramento no nariz, dificuldade respiratória e queda da pressão arterial.
Além da vacinação e de colaborar com o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, que fazem inspeção e tratamento de focos de água na residências, já que a eliminação dos criadouros do mosquito ainda é a principal fonte de prevenção, a população deve seguir uma série de cuidados essenciais, como:
- Eliminar pneus, garrafas, vasos de plantas e qualquer recipiente que possa acumular água
- Manter caixas e reservatórios de água devidamente tampados
- Limpar, de forma regular calhas e lajes e outras estruturas que possam acumular água
- Instalar telas de proteção em janelas e portas
- Utilizar repelentes e roupas de manga compridas durante o dia, período em que o mosquito é mais ativo







