
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Hospital de Amor, realizou nesta segunda-feira, 24, o encerramento do segundo ciclo do programa de aceleração Conectahealth Conectahealth – Circuito Acre.
O programa é voltado para acelerar startups voltadas à saúde pública. Após 18 semanas de capacitações, mentiras e desenvolvimentos de soluções com foco na inovação, 33 startups passaram apresentam os projetos desenvolvidos neste período.
As propostas incluem as áreas de gestão hospitalar, saúde digital, prevenção, diagnóstico inteligente, pesquisa clínica, dispositivos médicos e humanização no atendimento.
De acordo com Rosa Nakamura, gestora do Conectahealth, a iniciativa surgiu a partir do programa Inova Amazônia, após ser notado que o segmento da saúde, dentro da área de inovação, ocupa o primeiro lugar no Acre.
“Então, nós buscamos essa parceria junto à Fundação Pio XII e à Arena Hub, que tem um convênio de três anos, onde nós vamos ter três ciclos, e de cada um, 30 startups vão ser aceleradas”, explica.
Segundo Nakamura, ao final da programação será lançado o edital do terceiro, e último, ciclo do programa, no qual, durante seis meses, os contemplados recebem ajuda por meio de bolsa no valor de R$ 6,5 mil por mês. “Serão mais 30 negócios inovadores ou soluções de saúde pública para serem acelerados”, complementa.
Após o encerramento do programa, o Sebrae é o responsável pelo acompanhamento para a inserção das ideias no mercado. “Os resultados vão ser apresentados na finalização deste ciclo e, a partir daqui, é ir para o mercado. Então, nós vamos fazer um outro trabalho agora para prepará-los para isto”, diz.
O diretor de inovação do Hospital de Amor, o médico Luis Romagnolo, destaca que a principal vantagem de estar no estado, buscando estas soluções, é conhecer os produtos que antes ficavam escondidos.
“Antes as pessoas tinham uma ideia, mas ninguém ia saber o que aconteceu. Depois dessa aceleração, encontramos vários produtos. E não é só porque as pessoas falam de inovação, que deve se restringir a um aplicativo ou algo do tipo. São produtos, às vezes, viáveis, como materiais médicos ou produtos que vão entrar para a saúde, como tratamento médico, como apoio e soluções de várias formas. E daqui, a cada ciclo, encontramos, quase 100%, produtos extremamente fáceis e práticos de ir para o mercado”, detalha.
O médico reforça que os produtos podem incluir medicamentos fitoterápicos, aqueles que não precisam de regulação como vacinas e antibióticos, até produtos focados para solução de tecnologia.
“Que seriam aplicativos, regulatórios, produtos médicos, enfim, inúmeras soluções que muitas pessoas não sabiam e daqui, com certeza, algumas coisas já foram apresentadas para nós e já vimos também soluções imediatas no mercado”, descreve.
O fundador da startup Detona Maninho, Mateus Nogueira, teve como ideia desenvolver um serviço para as pessoas “desestressarem” e descarregarem a adrenalina.
” Inicialmente, a ideia tem origem no Japão desde 2008, e foi se disseminando pelo mundo. Tivemos essa ideia aqui em Rio Branco quando estávamos ajudando meu pai na chácara, construindo e destruindo uma parte da casa. Eu pensei assim: que ideia bacana, estamos em um momento de lazer com ele e também estávamos descarregando essa raiva, essa adrenalina e, assim, diminuindo os níveis de estresse”, fala sobre o momento em que a ideia surgiu.
Mateus compartilha que seu principal objetivo era desenvolver a iniciativa de forma segura.
“Alugaria um espaço, liberaria os equipamentos de proteção individual e os objetos para a pessoa quebrar. Imagina quebrar uma televisão, ou aquela impressora do trabalho que não funciona, e descarregar aquela raiva? Então, a pessoa pegaria uma marreta e destruiria ela”, acrescenta.
A iniciativa de Mateus mostra que não é necessário ter uma ideia tecnológica, já que partiu de um pensamento simples para uma solução necessária.
“Os níveis de estresse hoje em dia estão muito altos. As pessoas vivem estressadas no trânsito, no trabalho, com a família. Então, seria uma forma legal de uma liberação física desse estresse todo. Por isso, quero trazer essa inovação aqui para a região”, declara.








