
Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio) afirma que a implementação de cobranças de pedágio na “Nova 364”, trecho entre Porto Velho e Vilhena, prevista para a próxima segunda-feira, 12, deve impactar a formação de preços do comércio e o custo de vida da população acreana.
Segundo o assessor da Presidência da Fecomércio Acre, Egídio Garó, as taxas devem impactar os preços no comércio varejista e atacadista e, até mesmo, na cesta básica das famílias acreanas.
“Certamente, o custo do pedágio passará a compor a formação de preços do comércio varejista e atacadista do Acre. Todos os produtos que chegarem aqui após o dia 11, no início das operações, sofrerão aumento em seus preços e ainda irão interferir no preço da cesta básica”, disse o assessor.
Garó acrescenta que o novo modelo também traz benefícios. “A cobrança de pedágios irá melhorar as condições da rodovia, mais segurança durante as viagens e outros serviços, como operações do Samu, monitoramento eletrônico, pontos de apoio, áreas de descanso e outros. Mesmo com um real aumento nos preços finais, o impacto pode ser menor por conta da infraestrutura, que deve manter a integridade dos produtos transportados, por exemplo”, explica.
Ao longo da principal ligação rodoviária do Acre com o restante do país, serão sete postos de pedágio, com início em Candeias do Jamari e terminando em Pimenta Bueno, cruzando o estado de Rondônia desde a divisa com Mato Grosso até Porto Velho, todos no sistema Free Flow, sem necessidade de cancelas ou espaços físicos para cobrança.
Confira os custos
Trecho da BR-364 (Porto Velho a Vilhena)
Automóveis, caminhonetes e furgões com dois eixos – R$ 144,80
Veículos com três eixo – R$ 435,40
Caminhão com oito eixos – R$ 1.158,40
Os valores correspondem somente ao trecho da BR-364 em Rondônia. No trecho de São Paulo ao Acre, por exemplo, serão mais de 22 postos de pedágio, o que deve afetar os custos totais da origem da viagem até o destino.








