
O Banco de Leite Humani da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, desempenha um papel fundamental no cuidado com recém-nascidos, especialmente aqueles internados em unidades neonatais ou com baixo peso. O espaço integra a estrutura da maternidade, que na última semana, recebeu visita técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para aprimorar o fluxo de atendimento e fortalecer os serviços oferecidos à população.
Além de atender mães internadas, o setor também atua na coleta, processamento e distribuição de leite materno, garantindo suporte essencial para bebês que não podem ser amamentados diretamente.
Como funciona o Banco de Leite Humano
A enfermeira Lorena Soares, que atua no setor, explica que o Banco de Leite possui diferentes etapas de atendimento, começando pela sala de ordenha, onde as mães realizam a retirada do leite.
“O Banco de Leite aqui na maternidade atua com uma porta de entrada que tem a sala de ordenha, que é onde a gente recebe as mães para fazer a ordenha, principalmente as mães que têm bebês na UTI, ou que estão com baixo peso e não conseguem mamar”, destacou.
Segundo a enfermeira, além das mães internadas, o banco também recebe doações externas.
“A gente também recebe muita doação. Fazemos busca externa de doadoras, e esse leite vem para a sala de processamento, onde passa por todo o controle até ser pasteurizado e distribuído para os bebês que precisam”, explicou.
Apoio às mães e incentivo ao aleitamento
O trabalho do Banco de Leite vai além da coleta e distribuição. A equipe também atua diretamente no apoio às mães dentro da maternidade, orientando sobre amamentação e cuidados com o leite materno.
“A gente também passa nas enfermarias dando suporte às mães, ajudando na amamentação, orientando quando há dificuldade, porque a intenção é que elas saiam daqui conseguindo manter o aleitamento materno exclusivo”, afirmou Lorena.
Esse acompanhamento é considerado essencial para fortalecer o vínculo entre mãe e bebê e garantir uma alimentação adequada nos primeiros dias de vida.

Integração com a estrutura da maternidade
A diretora-geral da unidade, Alesta Costa, reforça que o Banco de Leite faz parte de uma rede maior de atendimento voltada à saúde da mulher e do recém-nascido.
“Nós temos aqui todo o atendimento que uma grávida e uma mãe precisam. Temos exames, atendimento médico, sala Lilás para vítimas de violência e também a Casa da Bárbara, que acolhe mães que não têm onde ficar ou que precisam acompanhar bebês internados”, explicou.
A diretora também destacou que, mesmo com os desafios relacionados à alta demanda, a unidade segue trabalhando para melhorar o atendimento.
“Sabemos que ainda não conseguimos oferecer tudo que nossas pacientes precisam, mas estamos trabalhando para melhorar o acolhimento, as condições de trabalho dos profissionais e o atendimento à população”, afirmou.








