Rio Branco, 13 de fevereiro de 2026.

Aleac não se omita

“Eu não tenho padrinho político”, afirma João Paulo sobre posicionamento no cenário político no estado

João Paulo foi o entrevistado do segundo episódio da 2ª temporada do Um “Dedin” de Prosa. Foto: Everton Monteiro

O segundo episódio da 2ª temporada do podcast de política do Portal Acre, o Um “Dedin” de Prosa, recebeu nesta quarta-feira, 21, o vereador João Paulo (Podemos), que falou sobre sua trajetória na gestão pública e, principalmente, seu mandato no Legislativo Municipal.

Durante a conversa, o parlamentar ressaltou a importância de quem o acompanhou durante sua caminhada e afirmou que não é apadrinhado por ninguém dentro do cenário político do estado.

“Eu sou um dos únicos políticos no Acre que não tem rabo preso com ninguém. Qual é o grupo do João Paulo? As pessoas que construíram sempre comigo a gestão pública. Quem sempre esteve do meu lado. Eu não tenho padrinho político, não. É por isso que eu falo abertamente. Eu não tenho padrinho político”, afirmou.

Segundo João Paulo, mesmo fazendo parte da base do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), na Câmara, houve tentativas de tirar o parlamentar do grupo devido às críticas feitas por ele.

“Hoje eu faço parte da base do prefeito Bocalom e já tentaram me tirar um várias vezes porque eu tenho a língua ferina para apontar os erros na administração e na gestão sem pessoalizar as coisas. Mas a minha cota é igual a de qualquer outro que está na base. Não é por amor, não. É por uma construção política. O meu partido Podemos ajudou a eleger o prefeito Bocalom. Agora, eu pedi voto para o Bocalom na reeleição dele”, disse.

João Paulo acrescentou ainda. “Então, está todo mundo quite comigo. Estou quite com todo mundo, não tenho dívida com ninguém. Ninguém tem dívida comigo, não. Agora é o seguinte, para construir para frente, tem que sentar numa mesa e me chamar para conversar. Eu tenho um mandato, tenho um grupo de pessoas, represento a população. Hoje eu estou como presidente municipal do Podemos e tenho que ser ouvido numa construção política”, complementou.

De acordo com o vereador, estar em seu primeiro mandato não significa que não saiba o que está fazendo ou como se posicionar.

“Agora, porque eu sou jovem, porque é o meu primeiro mandato, não vão querer fazer de mim simplesmente um fantoche, uma pessoa que conduz de qualquer jeito, pois na minha vida nunca fui fantoche de ninguém, para construir comigo tem que conversar”, concluiu.

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