
Neste ano de 2026, o desfile do Bloco 6 é D+ ganhou um tom diferente. No meio da bateria e da comunidade vibrando, duas vozes femininas conduziram o samba-enredo, marcando um momento que vai além da apresentação: representa trajetória, resistência e espaço conquistado.
As cantoras Narjara Saab e Carol di Deus, integrantes do grupo Moças do Samba, que completa 13 anos em dezembro, encararam o desafio de puxar um bloco pela primeira vez. Acostumadas aos palcos, aos saraus e às rodas de samba, a avenida trouxe uma experiência única.
“Foi um desafio. A gente nunca tinha puxado um bloco, mas recebeu um convite muito carinhoso da diretoria do 6 é Demais. A comunidade estava toda engajada, o tema era lindo e a gente veio com pensamento positivo”, destacou Carol di Deus.

Mesmo após dias intensos de folia, as cantoras mostraram fôlego e emoção. “A gente achou que não ia ter voz quando terminasse, mas estamos aí. Ainda dá pra cantar mais um pouquinho”, brincou Narjara Saab.
Mais do que sustentar o samba em tom alto durante todo o percurso, o momento simboliza representatividade. Pela primeira vez, o bloco contou com mulheres na função de puxadoras.
Cultura que nasce da comunidade
A apresentação reforçou o papel do carnaval como manifestação cultural coletiva. A união da comunidade foi apontada como combustível para a energia vista na avenida.
“Quando você vê uma comunidade toda unida em prol de um objetivo, a energia flui. Não tem jeito”, concluiu Saab.
Além da atuação no bloco, as Moças do Samba mantêm agenda cultural ativa na cidade, com apresentações no Casarão, na Usina de Arte e projetos próprios, como o “Sarau das Moças”, previsto para o dia 28 de março.
Enquanto isso, a certeza que ficou na avenida é: a voz feminina ecoou forte, afinada e com história para contar.
Assista um pouco da apresentação das Moças do Samba:








