
A apreensão de aproximadamente 346 quilos de entorpecentes no Rio Acre, em Xapuri, ocorrida na última segunda-feira, 23, chamou atenção não apenas pelo volume da carga — considerado o maior já registrado na regional do Alto Acre —, mas também pelo valor que os suspeitos receberiam pelo transporte de uma carga ilegal estimada em mais de R$ 3 milhões.
Conforme informado posteriormente pela polícia, os dois envolvidos na ocorrência receberiam cerca de 3 mil bolivianos, correspondentes a pouco mais de R$ 2 mil para realizar o deslocamento da droga pelo rio — quantia considerada irrisória diante do volume e do risco da operação criminosa.
A ação foi realizada por meio de um trabalho integrado que envolveu o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), o 5º Batalhão da Polícia Militar do Acre e o 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, sediado em Xapuri, que deu apoio com embarcação.
Segundo as forças de segurança, a droga saiu de Brasiléia, após ter atravessado a fronteira por Cobija, na Bolívia, e seguiria para Rio Branco. Na embarcação estavam um adulto e uma adolescente de 17 anos, ambos de nacionalidade boliviana. Durante a abordagem, foram encontrados 341 quilos de skunk e cerca de cinco quilos de cocaína.
Para as forças de segurança, o caso reforça um padrão já identificado pelas equipes de inteligência: o uso do Rio Acre como corredor de escoamento de drogas provenientes da Bolívia para abastecer o mercado acreano e, possivelmente, outras regiões do país.
A apreensão integra uma estratégia contínua de combate ao tráfico na faixa de fronteira. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso e a cadeia de distribuição da droga.








