
Após o restaurante Fogo Caipira se posicionar ao Portal Acre sobre o episódio de uma agressão a um idoso de 72 anos por um garçom que prestava serviços ao estabelecimento, em Rio Branco, e afirmar que o funcionário não integrava o quadro fixo de empregados (leia aqui), a família da vítima procurou a reportagem para se posicionar sobre o assunto.
Por meio de nota, a família afirma que a versão apresentada pela direção do restaurante não condiz integralmente com os fatos e com as provas já disponíveis publicamente. De acordo com o posicionamento, existem registros nas redes sociais do próprio acusado que demonstram uma relação contínua, recorrente e próxima com o estabelecimento.
“O que vai além da caracterização de um simples ‘diarista eventual’. As publicações indicam vínculo habitual de prestação de serviços, participação em rotinas internas e identificação direta com o restaurante, elementos que contradizem a tentativa de afastamento imediato de responsabilidade”, defende parte da nota.
Ainda conforme o posicionamento da família, diferente do que foi afirmado, há indícios de que a agressão teve início ainda no contexto do atendimento.
“Relacionada a uma discussão ocorrida no ambiente do restaurante, sendo a continuidade dos fatos apenas deslocada para a área externa, o que não descaracteriza o nexo com o serviço prestado. Ressalta-se que a vítima é um idoso de 72 anos, profissional engenheiro civil, e que o caso foi formalmente registrado em boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento ao Idoso, estando agora sob apuração das autoridades competentes”, detalha outra parte da nota.
Segundo a família da vítima que sofreu a agressão, o objetivo do posicionamento não é promover um julgamento antecipado, mas garantir que os fatos sejam analisados com base em provas objetivas, e não apenas em versões institucionais. O idoso foi agredido pelo garçom após uma discussão (veja o vídeo abaixo).
“A sociedade espera transparência, responsabilidade e respeito, sobretudo quando se trata de violência contra pessoa idosa. Os fatos serão devidamente esclarecidos no curso das investigações, ocasião em que todas as responsabilidades — individuais e eventualmente institucionais — deverão ser apuradas na forma da lei”, finaliza o posicionamento.
O acusado, identificado como Alessandro Moraes, foi procurado, mas, até o momento, não se pronunciou. O espaço segue disponível, caso tenha interesse.
Leia a nota na íntegra.
POSICIONAMENTO
Diante das informações divulgadas pela direção do restaurante Fogo Caipira, faz-se necessário esclarecer que a versão apresentada não condiz integralmente com os fatos e com as provas já disponíveis publicamente.
Existem registros nas redes sociais do próprio acusado — amplamente acessíveis — que demonstram uma relação contínua, recorrente e próxima com o estabelecimento, o que vai além da caracterização de um simples “diarista eventual”. As publicações indicam vínculo habitual de prestação de serviços, participação em rotinas internas e identificação direta com o restaurante, elementos que contradizem a tentativa de afastamento imediato de responsabilidade.
Além disso, diferentemente do que foi afirmado, há indícios de que a agressão teve início ainda no contexto do atendimento, relacionada a uma discussão ocorrida no ambiente do restaurante, sendo a continuidade dos fatos apenas deslocada para a área externa, o que não descaracteriza o nexo com o serviço prestado.
Ressalta-se que a vítima é um idoso de 72 anos, profissional engenheiro civil, e que o caso foi formalmente registrado em boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento ao Idoso, estando agora sob apuração das autoridades competentes.
O objetivo deste posicionamento não é promover julgamento antecipado, mas garantir que os fatos sejam analisados com base em provas objetivas, e não apenas em versões institucionais. A sociedade espera transparência, responsabilidade e respeito, sobretudo quando se trata de violência contra pessoa idosa.
Os fatos serão devidamente esclarecidos no curso das investigações, ocasião em que todas as responsabilidades — individuais e eventualmente institucionais — deverão ser apuradas na forma da lei








