Rio Branco, 22 de maio de 2026.

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Sindicato denuncia sobrecarga e precariedade no Complexo Penal de Rio Branco

Denúncias foram apresentadas em uma nota pública pelo sindicato – Foto cedida

O Sindicato dos Policiais Penais do Acre (SINDPOL-AC) divulgou nota pública nesta quinta-feira,26, alertando para a situação enfrentada pelos servidores que atuam no Complexo Penal de Rio Branco (CP-FOC).

Segundo a entidade, os policiais penais relatam sobrecarga de trabalho, déficit no efetivo e estrutura física considerada inadequada. O sindicato afirma que a falta de condições mínimas de segurança tem aumentado os riscos dentro da unidade, incluindo possíveis fugas e rebeliões.

A nota também destaca que a categoria enfrenta salários defasados e ausência de Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). Além disso, aponta desgaste físico e emocional dos servidores, causado por jornadas extensas e pela pressão constante no ambiente prisional.

Para o SINDPOL-AC, a Polícia Penal desempenha papel essencial na segurança pública, sendo responsável pela custódia das pessoas privadas de liberdade e pelo cumprimento das determinações judiciais.

O sindicato solicitou que o Governo do Estado adote providências com urgência para solucionar os problemas apresentados e reforçou que permanece aberto ao diálogo.

A manifestação é assinada pelo presidente da entidade, Leandro Rocha.

Veja a nota na íntegra:

NOTA PÚBLICA

O Sindicato dos Policiais Penais do Acre (SINDPOL-AC) vem a público manifestar profunda preocupação com a grave situação enfrentada pelos servidores lotados no Complexo Penal de Rio Branco – Acre (CP-FOC).

A entidade sindical tem recebido inúmeras reclamações dos Policiais Penais que atuam no Complexo Penitenciário de Rio Branco, relatando sobrecarga excessiva de trabalho, déficit de efetivo, ausência de condições mínimas de segurança e estrutura física precária. Tais problemas aumentam significativamente os riscos de rebeliões, fugas e demais ocorrências que colocam em perigo não apenas os servidores, mas toda a sociedade.

Além das condições estruturais inadequadas, os Policiais Penais vêm enfrentando salário defasado, falta de Plano de Carreira (PCCR), bem como intenso desgaste físico e emocional, ocasionado pela pressão constante, pelas jornadas exaustivas e pela insegurança no ambiente de trabalho, o que tem comprometido a saúde dos profissionais e a eficiência do sistema penal.

É imprescindível destacar que a Polícia Penal exerce papel fundamental na segurança pública e na justiça criminal. São esses profissionais que garantem a custódia da população privada de liberdade, fiscalizam, cumprem e fazem cumprir as determinações judiciais, asseguram o fiel cumprimento da pena e promovem atendimento seguro e organizado a familiares, visitantes, advogados, membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais autoridades que diariamente acessam as unidades penais.

O Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos da categoria e permanece aberto ao diálogo. Assim, solicita que o Governo do Estado atue com celeridade para solucionar as demandas apresentadas.

Classe Especial, Leandro Rocha
Presidente do SINDPOL-AC

A reportagem do Portal Acre procurou o Iapen que prometeu um posicionamento nesta sexta-feira, 27.

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