Rio Branco, 19 de abril de 2026.

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1ª Escola de Saúde Pública do Acre é inaugurada nesta quinta-feira em Rio Branco

Implantação Escola Saúde Pública custou cerca de R$ 220 mil – Foto Everton Monteiro

Com o objetivo de fortalecer a qualificação dos profissionais de saúde que atuam na rede pública, a Escola Saúde Pública do Acre foi inaugurada nesta quinta-feira, 5, sendo considerada um marco estratégico para a qualificação permanente dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado.

Para a implantação da unidade, foram investidos aproximadamente R$ 220 mil em recursos próprios do Estadual.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a formação continuada de médicos, enfermeiros, técnicos, gestores e demais trabalhadores da saúde, ampliando o acesso à capacitação tanto na capital quanto no interior. A proposta também busca contribuir para a consolidação da regionalização da assistência em saúde no Acre.

A nova estrutura funciona junto à Escola Técnica de Saúde Maria Moreira da Rocha e deverá atuar na oferta de programas de educação permanente, cursos de qualificação, especializações e apoio técnico aos municípios. A expectativa é promover a padronização de protocolos, fortalecer a gestão do sistema de saúde e aprimorar a qualidade do atendimento prestado à população acreana.

Durante a inauguração, o governador Gladson Cameli destacou que o espaço será fundamental para aperfeiçoar a atuação dos profissionais da saúde no estado.

Durante inauguração, Gladson destacou que escola vai melhorar qualidade do trabalho dos servidores – Foto Everton Monteiro

“O objetivo é profissionalizar ainda mais todos os servidores que exercem funções na área da saúde no nosso estado, aperfeiçoando suas práticas e técnicas”, afirmou.

O governador também ressaltou que a escola poderá contribuir com estudantes brasileiros que cursam medicina no exterior e precisam passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).

“Também vamos abrir vagas para estudantes brasileiros que fazem curso de medicina na Bolívia, oferecendo um preparatório para o Revalida.

Sabemos que são milhares de jovens que se sacrificam para se formar e depois ainda precisam obter a revalidação do diploma. Aqui é uma oportunidade que o estado está oferecendo para que eles possam sair mais qualificados”, destacou.

Segundo Cameli, o investimento com recursos próprios também demonstra o equilíbrio fiscal e econômico do estado.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, ressaltou que a criação da Escola de Saúde Pública amplia a capacidade de formação e atualização dos profissionais da rede.

“Antes tínhamos uma escola técnica de saúde e agora ela se torna uma escola de saúde pública, o que amplia a nossa capacidade de identificar pontos sensíveis na rede e fortalecer o atendimento prestado pelos profissionais”, afirmou.

Governador esteve ao lado do secretário de Saúde Pedro Pascoal durante inauguração – Foto Everton Monteiro

Pascoal destacou ainda que o Sistema Único de Saúde vai além da assistência direta à população, atuando também na capacitação permanente dos trabalhadores da área.

“O SUS não entrega apenas assistência, ele também promove capacitação e reciclagem dos profissionais, além de fomentar políticas voltadas ao fortalecimento da saúde pública”, pontuou.

O secretário também ressaltou que o Acre está entre os primeiros estados da região Norte a implantar uma escola de saúde pública e destacou a parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) na construção do projeto.

“Quero agradecer ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que fez parte da construção desse projeto e dessa entrega. O estado do Acre é um dos primeiros da região Norte a implantar uma escola de saúde pública”, disse.
Ele acrescentou ainda que a unidade também deverá oferecer apoio a médicos formados no exterior, especialmente aqueles que estudaram em países de fronteira, como a Bolívia, e que precisam revalidar o diploma no Brasil.

“A escola também irá estruturar a possibilidade de oferecer cursos preparatórios para esses profissionais que já são médicos formados e precisam realizar o Revalida para exercer a profissão no país”, concluiu.

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