
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 15, uma operação em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) nos estados de Goiás, Tocantins e Maranhão, para combater crimes de corrupção e irregularidades na gestão de recursos públicos. A ação resultou na prisão dos empresários Roberto Leandro que faz parte da Mediall Brasil, junto com Hilton Rinaldo Salles Piccelli e Rudson Teodoro da Silva, além de Otávio Guimarães Favoreto, da Lifecare, que atuaram durante a pandemia da Covid-19.
A operação, que cumpre 50 mandados judiciais, é composta por duas frentes: Makot Mitzrayim e Rio Vermelho.
A operação Makot Mitzrayim cumpre 18 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, do Tocantins e do Maranhão, no âmbito de investigação sobre desvio de recursos públicos mediante quarteirização e quinteirização de contratos realizados por duas organizações sociais que atuaram em Goiás.
A Operação Rio Vermelho cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva e apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 em hospital de campanha administrado por organização social. As buscas ocorrem em Goiânia/GO, em Brasília/DF e em São José do Rio Preto/SP.
De acordo com as investigações, iniciadas a partir de auditorias da CGU, forma identificados indícios de que a estrutura da organização social teria servido como instrumento para obter lucros indevidos por meio de contratações custeadas com verba pública. Além disso, as apurações identificaram indícios de contratações voltadas à maximização de margens, com possível precarização das relações de trabalho por meio de estruturas simuladas.
A Mediall atuou no Acre durante a pandemia da Covid-19. No entanto, o estado não é citado na investigação em curso que culminou com a prisão dos empresários.







