
O deputado estadual Arlenilson Cunha (PL) esteve presente neste sábado, 16, em Xapuri, no ato promovido por moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes. O parlamentar acompanhou o senador Marcio Bittar (PL) no encerramento de uma mobilização que durou três dias e percorreu mais de 40 quilômetros entre Epitaciolândia e Xapuri.
A caminhada foi organizada por moradores e pela advogada Raimunda Queiroz e tem como principal demanda a regularização fundiária das famílias que vivem na reserva há décadas, enfrentando, segundo os participantes, insegurança jurídica sobre suas terras.
Arlenilson acompanha a pauta há anos e esteve entre os parlamentares que se posicionaram publicamente durante a última operação do ICMBio na reserva, no ano passado. Na ocasião, classificou o episódio como um dos momentos mais difíceis da história recente do estado, com impactos sociais e econômicos diretos sobre os trabalhadores rurais da região.
No ato deste sábado, o deputado lembrou cenas que o marcaram durante o período mais tenso do conflito. “Me lembro de ver Gutierrez chorando na Assembleia. O choro dele e de tantos outros, vendo os bens que construíram em toda uma vida sendo destruídos”, disse.

O ato é mais um capítulo da polêmica envolvendo a atuaçaão do ICMBio na Reserva Extrativista. No ano passado, por conta dos embargos ambientais impostos pela lei, produtores foram afetados e tiveram que deixar as áreas e rebanhos foram apreendidos.
O novo protesto reacende a necessidade da discussão sobre a insegurança jurídica alegada pelos produtores que têm área dentro da Resex.
No meio do ano passado, a Assembleia Legislativa do Acre realizou uma audiência pública com a presença de representantes dos produtores, governo e órgãos ambientais, mas, na prática, houve pouco avanço nas discussões.








