
Após o recente caso do ataque armado de um estudante de 13 anos em uma escola de Rio Branco que resultou na morte de duas inspetoras, Alzenira Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, um ato de caminhada em defesa pela paz nas escolas foi realizada na última quinta-feira, 7, no percurso entre o Palácio Rio Branco e o Instituto São José, onde aconteceu a tragédia.
O ato reuniu familiares das vítimas, professores, profissionais da educação, seções sindicais, alunos do Instituto São José, lideranças e participantes de pastorais sociais da Igreja Católica e da Congregação das Irmãs Servas de Maria Reparadoras (SMR), além da demais população em geral que se solidariza com a causa.
Com uma vela e camiseta branca, a concentração das pessoas iniciou às 17h30, em frente a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). No dispositivo de fala, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), lideranças, professores, familiares, pais e alunos destacaram medidas de segurança urgentes nas escolas e atuação do poder público, com medidas reais, para que casos como esse sejam evitados.

Conhecidas como “Tia Zena” e “Tia Raquel”, as duas vítimas eram figuras conhecidas no convívio escolar e pelo entorno do Instituto São José. Gerida pela SMR, e além da proximidade geográfica com a Catedral Nossa Senhora de Nazaré, a escola é conhecida também pela comunidade católica, e por lideranças de pastorais da Igreja. Para esse conjunto social, a perda de duas colegas, mães, filhas e irmãs, é irreparável.
Além do luto, o ato foi um clamor de justiça dos profissionais e dos alunos em defesa da paz nas escolas. Para quem estava no local, é necessário reconhecer o papel do poder público através de medidas de segurança e punitivas, mas além disso, sensibilidade, incluindo por parte das famílias, de reconhecer possíveis comportamentos e acessos a internet, para a prevenção de situações como essa.

A caminhada foi finalizada em frente ao Instituto São José. De mãos dadas em oração, os participantes fizeram um minuto de silêncio simbólico em memória das vítimas.








