
Foi inaugurado nesta segunda-feira (18), em Rio Branco, o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (CAICA), espaço voltado ao acolhimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A unidade funciona no antigo prédio do gabinete da vice-governadoria, ao lado do Casarão, no Centro da capital acreana.
O Acre passa a ser o oitavo estado brasileiro a implantar uma unidade especializada nesse modelo de atendimento. Estruturas semelhantes já funcionam em estados como Roraima, Amazonas, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Sul.
O objetivo do centro é reunir, em um único local, os serviços necessários para o atendimento das vítimas, reduzindo a burocracia e evitando que crianças e adolescentes precisem buscar auxílio em diferentes instituições. No espaço, serão oferecidos atendimento psicológico, perícia médica, exames, consultas, acompanhamento do Conselho Tutelar e suporte especializado para cada caso.

A ação foi implementada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), integrando serviços de saúde, assistência social, segurança pública e proteção jurídica.
A entrega da unidade ocorreu no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio.
Durante a inauguração, a governadora Mailza Assis, destacou a importância do espaço para a proteção da infância e adolescência no estado.
“Instrumento e algo nascido do coração e do nosso dever com a população e nossas crianças. Não estamos fazendo nada brilhante, é algo que já poderia ter sido feito”, afirmou.

Mailza também ressaltou que a unidade funcionará em regime integral. “Isso aqui vai funcionar 24 horas e precisa funcionar todos os serviços”, declarou.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o impacto histórico da inauguração. “O marco deixado no dia de hoje vai estar nos livros de história do Acre, nós falamos de um sistema que vai acolher e cuidar de forma integrada. Muitas vezes acham que é fácil chegar em um momento como esse, mas não é.”

O que eles disseram:
Regina Ferrari – Vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre: “A justiça começa na infância, recebam todo nosso carinho e compromisso.”
Rogério Pacheco – Defensor Público: “Ainda não caiu a ficha do quão importante isso é, a concentração de todos esses serviços.”
João Lima – Professor universitário – “Faltava um dispositivo para atender de forma integrada os jovens, e sonhamos muito tempo com isso.”
Francisco Maia – Promotor de justiça: “Isso é um sonho de pelo menos 20 anos. Talvez se não tivéssemos negligenciado esse tempo todo e trabalhado a prevenção, acredito que não teríamos passado pelo que passamos no estado.”
Iverson Bueno – Promotor de justiça: “Peço um apelo para todos os outros órgãos de proteção para vir trabalhar aqui dentro, todos unidos com o mesmo propósito.”







