
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul assinou, na manhã desta sexta-feira, 15, o convênio para implantação do Programa Família Acolhedora no município, em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre e a Fundação Betel. A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito Zequinha Lima e contou com a presença do Defensor Público, Diego Luís Sales, delegado Venicius Almeida, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, o presidente da Fundação Betel, Flavio Felipe da Cunha e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, Milca Santos.
O convênio firmado é no valor de R$ 310 mil e terá duração de 12 meses. O programa será executado pela Fundação Betel, organização que já atua há mais de duas décadas no acolhimento institucional de crianças e adolescentes no município. O Programa Família Acolhedora tem como objetivo oferecer acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar por situações de violência, negligência ou vulnerabilidade social. Diferente da adoção, o acolhimento é provisório e busca garantir proteção, afeto e convivência familiar enquanto a Justiça define o futuro da criança.
A coordenação do programa,Tânia Ramalho, explicou que o primeiro passo será a divulgação do serviço e a seleção das famílias interessadas em participar. “Primeiramente nós iremos selecionar famílias e divulgar o trabalho para que a comunidade cruzeirense conheça o programa. Quem se identificar com essa missão de acolher, cuidar e dar afeto para crianças por um período provisório poderá fazer o cadastro conosco. Essas famílias receberão capacitação antes de receberem crianças e adolescentes em seus lares”, explicou.
Ela ressaltou ainda que o Família Acolhedora não se trata de adoção.“A família acolhedora não precisa ter o desejo de adotar. Ela precisa ter um coração amoroso para cuidar daquela criança que está passando por um momento difícil. O objetivo é oferecer cuidado e proteção temporária, porque essa criança poderá retornar para sua família de origem, ser encaminhada para familiares extensos ou, em último caso, inserida no cadastro de adoção”, destacou.
A coordenação do programa funcionará em um prédio anexo à Igreja Assembleia de Deus. O espaço já está disponível para receber famílias interessadas em conhecer melhor o serviço e realizar o cadastro. A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Milca Santos, classificou o momento como histórico para o município. Segundo a secretária, a proposta do programa é substituir o acolhimento institucional por um ambiente familiar temporário.
“A criança que precisar ser afastada da família por determinação judicial não irá diretamente para um abrigo. Ela será acolhida por uma família preparada para oferecer carinho, proteção, atenção e todos os cuidados necessários, como se estivesse dentro da própria família”, explicou a secretária.
Inicialmente, o programa foi implantado para atender até 10 famílias acolhedoras, podendo ser ampliado de acordo com a demanda do município. O prefeito Zequinha Lima enfatizou a importância da iniciativa para garantir proteção às crianças em situação de vulnerabilidade.
“Essa é uma parceria com o Poder Judiciário e hoje estamos dando o pontapé inicial no projeto Família Acolhedora. Infelizmente ainda temos muitas crianças e adolescentes vítimas de violência dentro da própria família e precisamos tratar isso como um problema de toda a sociedade. Queremos incentivar famílias de Cruzeiro do Sul a acolherem provisoriamente essas crianças, oferecendo amor, cuidado e proteção”, afirmou.
O prefeito destacou ainda que as famílias acolhedoras receberão um auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo durante o período do acolhimento.
“A prefeitura vai garantir esse apoio para ajudar nas despesas e assegurar que a criança tenha seus direitos garantidos, mas principalmente receba aquilo que muitas vezes falta dentro do seu próprio lar: amor e acolhimento”, concluiu.








