
O Relatório Mensal de Inflação, elaborado pelo Programa de Educação Tutorial (PET – Economia), da Universidade Federal do Acre (Ufac), sob a coordenação do professor Dr. Rubicleis Gomes, e divulgado nesta terça-feira, 12, mostra os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil.
Para abril, Rio Branco fechou o mês com a menor inflação acumulada de todas as capitais do país, com 1,82% no ano, menos da metade de Belém (3,20%) e Fortaleza (3,10%). O IPCA específico do mês ficou em 0,56%, abaixo da média nacional de 0,67%.
Segundo o Relatório, apesar do índice positivo, os itens que puxaram o valor para cima foram a gasolina, o feijão e o plano de saúde. Por outro lado, quem “segurou” foram itens como conta de luz e o ingresso de cinema, que não aparecem no orçamento de todas as famílias.
Nos pontos percentuais do impacto no ranking, a pesquisa também demonstra como o fluxo de compras e gastos dos acreanos funcionam. Entre os que lideraram os maiores impactos do IPCA, estão a gasolina (0,15 pontos) e o contrafilé (0,11 pontos).
Entre os alimentos que mais subiram no ranking, estão o limão (11,43%), a cebola (9,65%) e o feijão (9,02%). Segundo a pesquisa, esses foram os itens que mais apareceram no carrinho de compras semanal de quase todo mundo, no mesmo mês.
No grupo que mais acelerou, a variação de Saúde e Cuidados Pessoais quase triplicou entre março e abril, saindo de 0,64% para 2,18%, sendo assim o grupo de maior impacto individual do mês.
Além disso, o Relatório demonstra que os reajustes de planos de saúde no segundo trimestre também respondem por boa parte desse impacto. Outra aceleração foi o de alimentação e bebidas, que saltou de 0,62% para 1,44%.
Quem segurou o índice
Entre os itens que seguraram o índice, estão cinema, teatros e concertos, que recuaram 26,92% em abril. Além disso, energia elétrica residencial e passagens aéreas fazem parte dos três que mais recuaram. Segundo a pesquisa, sem esses itens, o IPCA da capital estaria em torno de 1,02%.
“O problema é direto: a deflação [quando os preços de produtos e serviços caem em determinado período, o oposto da inflação] em cinema e passagem aérea não chega igual para todo mundo. Quem não vai ao cinema e não viaja de avião não sentiu esse recuo no bolso. O limão mais caro, o feijão mais caro e a gasolina mais cara chegaram na casa de quase todo mundo”, diz o texto de divulgação da pesquisa.
Um dos tipos de recuo que dificilmente se repete por mais de um mês, segundo o relatório, e que foi registrado em abril é o de despesas pessoais (-1,76%), o principal “amortecedor”, do grupo. Sem essa deflação, o IPCA da capital estaria em torno de 0,71%.
Comparação com as capitais
Apesar de Rio Branco ter registrado o menor acumulado dos quatro meses de 2026 entre as capitais do país, o índice específico de abril para cada capital varia de Brasília, com 0,16%, até Goiânia, com 1,12%. Confira:








