
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Marechal Thaumaturgo, realizou uma ofensiva na manhã desta quinta-feira, 14, resultando na apreensão de uma adolescente por tráfico de drogas e na prisão em flagrante de um homem acusado de importunação sexual e perseguição dentro de uma instituição de ensino.
Em uma ação rápida, os agentes prenderam um jovem de 21 anos após uma denúncia desesperada via redes sociais. Uma estudante de 16 anos utilizou o Instagram para entrar em contato com um policial, relatando que havia acabado de ser agarrada pelo suspeito no interior de uma escola municipal.
Ao chegar ao local, a equipe policial confirmou o relato. A vítima informou que vinha sendo perseguida e importunada há dias, recebendo mensagens de cunho sexual e sofrendo investidas físicas. Durante a diligência, uma segunda vítima apareceu, relatando que, dias antes, o mesmo homem tentou arrastá-la à força para o banheiro da unidade, mas ela conseguiu escapar.
O delegado Marcílio Laurentino destacou que o comportamento do autor levanta suspeitas sobre sua saúde mental. “O autor aparenta possuir problemas psicológicos, mas diante da gravidade dos atos, ele foi autuado em flagrante e encaminhado à Justiça, que avaliará a manutenção da prisão e a necessidade de exames complementares.”
Paralelamente, a PCAC cumpriu um mandado de busca e apreensão contra uma adolescente de 15 anos. No final do ano passado, a jovem foi flagrada tentando introduzir entorpecentes na delegacia para seu companheiro, que estava preso por integrar uma organização criminosa
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Na época, ela foi ouvida e liberada, mas a Justiça determinou sua apreensão esta semana. A situação, contudo, é delicada, pois a adolescente está grávida e em período de amamentação.
“Nesta manhã, demos uma resposta a dois casos distintos que preocupavam a comunidade. Sobre a adolescente, cumprimos a ordem judicial referente ao ato infracional análogo ao tráfico cometido anteriormente. Por ela ser gestante e lactante, é provável que a Justiça opte por medidas alternativas após a audiência de custódia, visando a proteção da criança. Já no caso da escola, a intervenção foi crucial para garantir a segurança das alunas. A agilidade da vítima em pedir ajuda e a pronta resposta da nossa equipe impediram que algo ainda mais grave acontecesse no ambiente escolar”, ressaltou Laurentino.







