A melhoria do acesso à Casa de Chico Mendes, um dos principais símbolos da memória socioambiental da Amazônia, foi pauta de uma agenda realizada entre órgãos estaduais e federais nesta semana. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) discutem os procedimentos necessários para viabilizar intervenções na área sem comprometer o patrimônio histórico protegido.

Tombada pelo Iphan desde 2008, a residência onde viveu Chico Mendes exige cuidados específicos para qualquer obra ou melhoria no entorno. A preocupação central é garantir que futuras intervenções respeitem os valores culturais, históricos e simbólicos ligados ao imóvel, reconhecido nacionalmente pela relação com a trajetória do líder seringueiro assassinado em 1988.
Durante a reunião técnica realizada na última terça-feira (19), equipes dos dois órgãos trataram da elaboração do Relatório de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Material (RAIPM), documento obrigatório para identificar possíveis impactos sobre bens protegidos pelo patrimônio histórico. Também foram discutidos os procedimentos previstos na Portaria Iphan nº 298/2025, que estabelece os critérios para análise e autorização de intervenções.
O encontro reuniu arquitetos e técnicos do Iphan e do Deracre, em um movimento considerado estratégico para evitar entraves futuros em projetos de infraestrutura ligados ao acesso ao espaço histórico, localizado em Xapuri.
A chefe do setor de Meio Ambiente do Deracre, Leidiane Pereira, destacou que a aproximação entre os órgãos é essencial para garantir segurança técnica aos projetos que envolvem patrimônio histórico.

“Esse alinhamento com o Iphan é fundamental para que possamos desenvolver as intervenções necessárias com responsabilidade e observando todas as diretrizes de preservação do patrimônio cultural”, afirmou.
Já a superintendente do Iphan no Acre, Antônia Barbosa, ressaltou que o diálogo técnico ajuda a equilibrar desenvolvimento e preservação.
“A atuação integrada entre os órgãos fortalece a proteção do patrimônio cultural e contribui para que obras importantes para a população sejam executadas de forma adequada, respeitando os valores históricos e culturais envolvidos”, destacou.
De acordo com os dois órgãos, a iniciativa reforça o compromisso institucional com a preservação do patrimônio cultural acreano, promovendo o alinhamento técnico necessário entre as ações de infraestrutura e a salvaguarda dos bens protegidos.








