Rio Branco, 13 de maio de 2026.

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Protesto de professores bolivianos bloqueia pontes na fronteira do Acre e causa transtornos durante toda a terça-feira

Estudantes, comerciantes e turistas cruzam a fronteira todos os dias em Brasiléia e Epitaciolândia – Foto cedida

As pontes internacionais que ligam as cidades acreanas de Brasiléia e Epitaciolândia a Cobija, na Bolívia, viveram um dia de tensão nesta terça-feira (12) por causa de manifestações realizadas por professores bolivianos. Os bloqueios afetaram o fluxo de veículos e pedestres na fronteira e provocaram dificuldades para estudantes, trabalhadores e comerciantes que dependem diariamente da travessia entre os dois países.

De acordo com informações dos jornais O Alto Acre e Diário do Alto Acre, os protestos começaram ainda pela manhã, com interdições totais nas pontes internacionais. O movimento foi organizado por professores da Bolívia, que cobram do governo daquele país melhorias salariais e avanços nas pautas ligadas à educação.

Ao longo do dia, a situação sofreu mudanças. A ponte entre Brasiléia e Cobija chegou a ser parcialmente liberada no fim da tarde, permitindo a passagem de algumas pessoas e veículos. Já a ponte entre Epitaciolândia e Cobija, utilizada principalmente pelo transporte de cargas e caminhões, permaneceu bloqueada por mais tempo no lado boliviano.

O anúncio inicial dos manifestantes era de que os atos poderiam durar 48 horas. No entanto, no começo da noite, lideranças do movimento se reuniram com representantes do Ministério da Educação da Bolívia e decidiram suspender temporariamente os bloqueios.

Segundo informações divulgadas pelos próprios dirigentes do movimento, a decisão foi tomada após quase dez horas de negociação. Os professores aceitaram entrar em um “quarto intermediário”, uma espécie de trégua provisória até o próximo sábado, quando as conversas com o governo boliviano serão retomadas.

Com isso, as pontes internacionais e os acessos bloqueados em Cobija foram liberados, normalizando novamente o fluxo na fronteira entre o Acre e a Bolívia.

Durante o período de interdição, centenas de pessoas enfrentaram dificuldades para atravessar a fronteira. Muitos estudantes brasileiros, especialmente os que cursam medicina em universidades bolivianas, precisaram seguir a pé pelas pontes para conseguir chegar às aulas ou retornar para casa. Motoristas também ficaram impedidos de acessar Cobija durante parte do dia.

Com a liberação das vias, moradores da região do Alto Acre esperam agora que as negociações avancem nos próximos dias para evitar novos bloqueios na fronteira.

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