
A defesa do jovem envolvido no caso que resultou na morte de Antônio Robenson Viana Costa, de 44 anos, após um disparo acidental de arma de fogo ocorrido na zona rural de Bujari, divulgou nesta semana uma nota esclarecendo os procedimentos adotados pelo investigado após a tragédia familiar.
O caso aconteceu no último fim de semana, em uma chácara localizada no Ramal Santa Luzia, entre os municípios de Rio Branco e Bujari. Conforme informações já divulgadas pelas autoridades, Antônio foi atingido por um disparo efetuado acidentalmente pelo próprio filho, de 25 anos, durante o manuseio de uma arma de fogo. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
De acordo com os advogados de defesa, Dr. Maycon Moreira e David dos Santos, o jovem prestou socorro imediato ao pai após o ocorrido e permaneceu acompanhando o atendimento médico até a chegada ao hospital. Segundo a nota, diante do estado emocional abalado do investigado, familiares orientaram que ele retornasse para casa para se acalmar.
Ainda conforme a defesa, nas primeiras horas da segunda-feira o rapaz se apresentou espontaneamente à Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado de seus advogados. No local, foi recebido pela autoridade policial de plantão, que emitiu uma certidão de comparecimento voluntário, formalizando sua apresentação às autoridades.
Os defensores também informaram que realizaram diligências junto à Delegacia de Polícia de Bujari para tratar do caso diretamente com a autoridade responsável pela investigação. Segundo a versão apresentada pelos advogados, a iniciativa teve como objetivo colaborar com o esclarecimento dos fatos e garantir que todas as informações necessárias fossem repassadas aos investigadores.
A defesa afirma ainda que o jovem prestou esclarecimentos sobre o ocorrido e indicou o local onde a arma utilizada no episódio poderia ser encontrada, demonstrando, segundo os advogados, total colaboração com o trabalho policial.
Em nota, os representantes do investigado destacaram que a ocorrência deve ser tratada como uma fatalidade que abalou profundamente toda a família. Os advogados ressaltaram que, na avaliação da defesa, não houve qualquer intenção por parte do filho de causar a morte do pai, classificando o episódio como uma tragédia familiar de grandes proporções.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá concluir os procedimentos para apurar as circunstâncias do disparo e definir eventuais responsabilidades legais.






