Rio Branco, 13 de junho de 2026.

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Estudo aponta Acre como área estratégica para manutenção dos rios voadores da Amazônia

Rios voadores são responsáveis por mais de 70% das chuvas em áreas estratégidcas do Peru e da Bolívia – Foto cedida

Um novo estudo desenvolvido pela organização Amazon Conservation em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) identificou o Acre como uma das áreas mais importantes para a manutenção dos chamados “rios voadores” da Amazônia. As informações foram publicadas inicialmente pela jornalista Karina Pinheiro, do site especializado em meio ambiente O Eco.

Os rios voadores são grandes corredores atmosféricos responsáveis por transportar vapor d’água da floresta amazônica para outras regiões da América do Sul. Esse fenômeno influencia diretamente o regime de chuvas, o abastecimento de água, a produção agrícola e até a geração de energia em diversos países.

De acordo com a pesquisa, mais de 70% das chuvas em áreas estratégicas do Peru e da Bolívia dependem desses fluxos de umidade originados na Amazônia. O estudo conclui que a preservação das florestas públicas ainda sem destinação oficial é fundamental para garantir o funcionamento desse sistema climático.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores combinaram modelagem atmosférica de alta resolução, dados fundiários, informações sobre desmatamento e mapas de infraestrutura existente e planejada. A análise permitiu identificar corredores críticos de transporte de umidade que atravessam o Acre e outras áreas do sudoeste da Amazônia brasileira.

Acre aparece como ponto de convergência

Segundo os pesquisadores, o Acre ocupa uma posição especialmente sensível dentro desse sistema. O estado concentra a convergência das três principais rotas sazonais dos rios voadores antes que elas avancem em direção ao Peru e à Bolívia.

A pesquisa identificou três trajetos distintos associados aos períodos chuvoso, de transição e de seca. Entre eles, a rota da estação seca foi considerada a mais vulnerável, pois depende fortemente da capacidade da floresta de reciclar e devolver umidade para a atmosfera.

Nesse cenário, o avanço do desmatamento e a expansão de obras de infraestrutura podem comprometer a eficiência desses corredores atmosféricos justamente em uma das áreas consideradas mais importantes para a manutenção das chuvas na Amazônia Ocidental.

A reportagem completa pode ser acessada em: Florestas sem destino definido sustentam rios voadores na Amazônia, aponta estudo.

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