
Os cigarros eletrônicos ou vapes, tem se tornado cada vez mais comuns entre jovens e adultos. Não é incomum, nas ruas de Rio Branco, ver adolescentes fazendo uso do produto.
Os cigarros eletrônicos têm aparência inofensiva, moderna e um cheiro agradável. E é aí que ‘mora o perigo”. Os vapes escondem riscos como a dependência da nicotina, danos respiratórios e maior chance de iniciar ou manter um vício.
No Acre, a situação é preocupante. Conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 28,1% dos estudantes de 13 a 17 anos da capital acreana já experimentaram cigarro eletrônico.
O médico Sérgio André Chaves, que atua na rede pública de saúde municipal, explica um pouco os motivos da popularização do cigarro eletrônico nos últimos anos. “O vape se popularizou entre os jovens porque foi associado a algo moderno, bonito, cheiroso, discreto e aparentemente inofensivo, o maior perigo do vape é parecer seguro, quando na verdade não é”, detalha.
Diferente do cigarro comum que tem combustão, o vape não tem queima e é mais discreto. Mesmo assim, não pode ser considerado seguro, porque é um dispositivo que tem ingredientes como nicotina em altas concentrações, solventes, aromatizantes e substâncias irritantes ao pulmão. “O prejuízo para a saúda é grande e os riscos de doenças é grave”, diz o médico Sérgio André.
O médico cita alguns riscos às saúde que estão presentes no uso a curto e longo prazo desses dispositivos:
- tosse,
- falta de ar,
- chiado no peito,
- dor torácica,
- náuseas,
- tontura,
- palpitações,
- aumento da pressão arterial,
- piora de ansiedade,
- insônia
- dependência rápida da nicotina,
- lesões pulmonares graves (EVALI),
- câncer
- problemas cardiovasculares.
Principalmente em jovens, a nicotina afeta o desenvolvimento, favorecendo dependência e alterações de atenção, humor e controle de impulsos.
Uma preocupação é que o uso do vape entre a população jovem, pode afetar diretamente o combate ao tabagismo e normalizar novamente o ato de fumar. Entretanto, no Acre há ações vinculadas às campanhas nacionais do Dia Mundial sem Tabaco e ao trabalho das secretarias de saúde.
Em Rio Branco, há divulgação de grupos de apoio ao combate ao tabagismo pela Secretaria Municipal de Saúde, voltados para pessoas que desejam parar de fumar. Para ter acesso a esses grupos basta ir até uma Unidade Básica de Saúde mais próxima, solicitar a inscrição no Programa de Cessação do Tabagismo e a Prefeitura abre novas turmas e grupos de apoio em unidades específicas, como a USF Maria Verônica (bairro Preventório).








