
O programa federal voltado à compra de alimentos produzidos por comunidades tradicionais começa a ganhar força em unidades de conservação da Amazônia e já está presente em três importantes reservas extrativistas do Acre: a Chico Mendes, a Alto Tarauacá e a Cazumbá-Iracema.
Lançada na última sexta-feira, 19, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a edição Norte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) contempla 31 unidades de conservação federais nos estados do Acre, Amazonas e Pará. O investimento previsto é de R$ 7 milhões.
A iniciativa permite que agricultores familiares, extrativistas e pescadores artesanais vendam sua produção diretamente ao poder público por meio da modalidade Compra com Doação Simultânea. Os alimentos adquiridos são destinados a escolas, equipamentos da assistência social e outras instituições localizadas nos próprios territórios.
Segundo o ICMBio, cerca de mil famílias já estão habilitadas para fornecer produtos da sociobiodiversidade amazônica, entre eles castanha, pescado, frutas, polpas, hortaliças, raízes e outros alimentos produzidos de forma sustentável.
No Acre, o programa representa uma oportunidade de fortalecer a economia das reservas extrativistas, garantindo mercado para a produção local e ampliando a geração de renda para famílias que vivem da floresta. Além do aspecto econômico, a proposta busca valorizar alimentos tradicionais e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis.
Outro objetivo é contribuir para a permanência das populações em seus territórios e para a conservação ambiental. A avaliação do governo federal e do ICMBio é de que o fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis ajuda a reduzir pressões sobre a floresta e aumenta a capacidade de adaptação das comunidades diante dos efeitos das mudanças climáticas.
Atualmente, sete unidades de conservação da Amazônia já operam o programa, incluindo as três do Acre citadas acima. Ao todo, o estado possui seis unidades de conservação federais inseridas na iniciativa, que deverá ser ampliada gradualmente para alcançar as mais comunidades localizadas nessas UCs.
A seleção dos beneficiários contou com apoio do SISFamílias, sistema desenvolvido pelo ICMBio para mapear e organizar informações sobre os moradores de unidades de conservação federais. A ferramenta permitiu identificar produtores aptos a participar do programa e facilitar o acesso dessas populações a políticas públicas de geração de renda e segurança alimentar.
Com informações da Comunicação ICMBio.








